quarta-feira, 9 de setembro de 2026

HAVEMOS DE VOLTAR....

 




 ... Às casas, às nossas lavras às praias, 
aos nossos campos 
havemos de voltar 


ÀS nossas terras vermelhas
do café brancas de algodão 
verdes dos milharais 
havemos de voltar 

Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo 
havemos de voltar 

Aos nossos rios, nossos lagos 
às montanhas, às florestas 
havemos de voltar 

 À frescura da mulemba
 às nossas tradições 
 aos  ritmos e às fogueiras
 havemos de voltar


 À marimba e ao quissange
 ao nosso carnaval 
 havemos de voltar 

À bela pátria angolana 
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar

Havemos de voltar
à Angola libertada
à Angola independente


Agostinho Neto


Também eu já voltei----demorei muito, sei...
Obrigada por me terem esperado


Não só Angola, mas tantos outros países têm uma riqueza natural muito grane, mas, infelizmente, o povo continua pobre e, em alguns casos, numa autêntica miséria

Emília Pinto

22 comentários:

  1. Lindo poema e todos temos que de um ou outro modo voltar!
    Fico feliz em te ver de volta!
    beijos, tudo de bom,chica

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É verdade, Chica, gostamos sempre de voltar, principalmente, aos lugares onde fomos felizes. No meu caso, fico sempre muito contente quando regresso ao Brasil, país que me deu muito. Obrigada, querida Amiga, por estares sempre presente. Beijinhos
      Emilia

      Eliminar
  2. Querida Emília
    Quando comecei a ler o poema vi logo que se referia a um pais africano,
    colonizado e que sofreu com isso. Depois apercebi-me que se tratava de
    Agostinho Neto e rejubilei por teres trazido este grande poeta e político
    até nós. Tenho falhado com ele, não lhe dando no meu blog o lugar que merece.
    Havemos de voltar às raízes de uma maneira ou doutra, talvez através
    da leitura daqueles que conseguem fazer poema belos como este.
    Gostei muito do teu regresso e em forma.
    Adorei.
    Beijinhos
    Olinda

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Querida Olinda, não conhecia este poema, mas, achei interessante, por tratar um tema que, de alguma forma nos afecta. Fomos os colonizadores e, infelizmente, depois de lhes darmos a independência, as coisas não melhoraram nada. Um país rico e o povo continua pobre, na sua grande maioria. As guerras continuam por aí e crianças morrem a todo o instante, sem o minimo de compaixão. Obrigada, querida Amiga, pela visita e por nao te teres esquecido de mim.
      Beijinhos saúde para todoa aí em casa

      Eliminar
  3. Olá, amiga Emília, ainda não conhecia o poeta angolano Agostinho Neto.
    autor desse belíssimo poema, mais um grande poeta angolano.
    Parabéns pela excelente escolha.
    Espero que tenhas passado excelentes férias. Aqui em Porto Alegre ficamos
    torcendo por ti, pelo teu descanso.
    Beijo, minha amiga, um ótimo fim de semana.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Pedro. Eu só conhecia Agostinho Neto como um lutador pela independência de Angola, pelas prisões que teve de enfrentar e nunca imaginei que fosse poeta, além de ter sido também médico. Como sempre digo, aprendo muito nestas minhas pesquisas. Mais uma vez te agradeço e peço desculpas pea demora; estava a precisar de uma longa pausa.
      Beijinhos, caro Amigo.
      Emília

      Eliminar
  4. Olá Emília, ainda bem que voltaste.
    Um belo poema do Agostinho Neto.
    Não conhecia, obrigado pela partilha.
    Espero que as tuas férias tenham sido muito boas.
    Boa semana.
    Beijinhos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Como disse acima, não conhecia esta faceta de Agostinho Neto e foi com grande surpresa que encontrei este belo poema.
      As minha férias foram boas, mas, Jaime, mas de vez em quando, precisamos de uma pausa e foi isso que fiz. Muito obrigada pelo carinho
      Um beijinho e saúde para todos vós
      Emilia

      Eliminar
  5. Bem vinda amiga Emília.
    Que bela escolha para o seu regresso!!!
    Todos nós temos lugares onde gostaríamos de voltar mas enquanto isso não for possível temos sempre a memória, esse "veiculo" fantástico que nos permite fazer essas viagens.
    Um abraço e bom regresso.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tens razão, Rui, gostamos de voltar aos lugares onde fomos felizes e, quando isso não é possível, temos a memória que nos leva a onde queremos ir
      Fico contente que não me tenhas esquecido durante esta minha longa ausência; é sinal que tenho bons Amigos neste mundo virtual
      Um beijinho e fica bem, com saúde, especialmente
      Emília

      Eliminar
  6. Olá, Emilia.
    Também estou de volta e sempre com muito prazer em aqui chegar..
    Não conhecia este poema,
    Gostei muito,
    Uma excelente partilha.
    Abraço e brisas doces *****

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Que bom que gostaste, Maria. Também não conhecia este poema e fiquei surpresa ao ver que tinha sido escrito por Agostinho Neto, para mim, só um lutador pela independência de Angola
      Obrigada pelas " brisas doces" e pelo carinho da visita
      Beijinhos e saúde para todos vós.
      Emilia

      Eliminar
  7. Emília querida, sim, como são boas as nossas voltas, seja do poeta,
    seja nossa, mas ao voltarmos encontramos o que deixamos,
    e muitas vezes com certa dor. Imagino deixar nosso país e um dia voltar!
    Mas falando em voltar... que bom que voltaste, amiga querida!
    Um beijinho e "vamu qui vamu..." seja como for. Adorei a escolha.
    🌹🙋‍♀️🌻

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tens razão, Taís, há lugares onde voltamos que nos dão uma alegria imensa, como, por exemplo, quando volto ao Brasil, país que me deu muito. Claro que já não é a mesma coisa, pois já lá não estão os meus pais, mas é sempre uma alegria. Ao contrário, quando vou à aldeia onde nasci e vivi até ir para o Brasil, a tristeza invad3-me; a casa ainda lá está, mas, vazia de gente e com as paredes gastas pelo tempo; já a vendi e espero vê-la reconstruída e linda pelos novos donos.
      Amiga, obrigada pelo carinho da visita. A vida é assim mesmo...idas e voltas
      Beijinhos
      Emília

      Eliminar
  8. Ainda bem que voltou, minha Amiga Emília. E como gostei de encontrar aqui um poema de Agostinho Neto, um poeta que começou a governar Angola livre, mas morreu demasiado cedo.
    Tudo de bom.
    Um beijo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É verdade, Graça, morreu cedo, mas também não viu que o seu país tão rico, continua com muita pobreza. Não conhecia Agostinho Neto como poeta, mas, como se costuma dizer. " todos os dias se aprende alguma coisa "
      Amiga, muito obrigada pelo carinho da visita e tudo de bom, especialmente, no que à saúde diz respeito
      Beijinhos
      Emília

      Eliminar
  9. Bem Vinda ao aconchego da blogosfera, Emília.
    "Havemos de Voltar” afirma o regresso à terra angolana como ato de identidade e libertação.
    Agostinho Neto transforma esse retorno num símbolo de esperança, reunindo natureza, cultura e pátria num mesmo desejo de reconstrução após a opressão.
    Infelizmente o povo está mais pobre, num pais tão rico!

    Beijinho e ótimo fim de semana.😘

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É mesmo um " aconchego ", Elisa e já começava a sentir falta
      Gostei muito deste poema que me surpreendeu, pois Agostinho Neto, para mim, era só um homem que lutou pela independência de Angola. Ficou livre, mas continua pobre apesar de tanta riqueza. Isso não acontece só lá , mas um pouco por toda a parte; a riqueza é sempre muito mal distribuída.
      Obrigada pela visita, querida Amiga e fica bem, com saúde e a serenidade possivel num mundo cada vez mais perigoso
      Beijinhos
      Emilia

      Eliminar
  10. Que bom estar de volta...não conhecia o poeta e o poema...Que assim seja, esperança em recuperar o País.
    Beijos e abraços
    Marta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Marta pelo carinho. A esperança deve ser mantida, mas começamos a perdê-la, po8s a mentalidade do ser humano não muda.
      Beijinhos, Amiga
      Emília

      Eliminar
  11. Olá, Emília.
    Bonito e tocante o poema.
    A história humana tem momentos lindos e muitos outros, feios. Talvez os feios superem. Mas não tem como mudar a história, o que já foi, já foi. O importante é o que fazer daqui pra frente.

    abraços

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Verdade, Eduardo, sempre foi assim, " os momentos feios " superam os lindos " , mas, nada a fazer, aceitar e seguir em frente é o lema, tentando sempre que a nossa bondade seja superior à maldade
      Obrigada, caro Amigo e que, pelo caminho, encontres sempre momentos lindos
      Beijinhos
      Emília

      Eliminar