aos nossos campos
havemos de voltar
ÀS nossas terras
vermelhas
do café
brancas de algodão
verdes dos milharais
havemos de voltar
Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar
Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar
À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar
À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar
À bela pátria angolana
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar
Havemos de voltar
à Angola libertada
à Angola independente
Agostinho Neto
Também eu já voltei----demorei muito, sei...
Obrigada por me terem esperado
Não só Angola, mas tantos outros países têm uma riqueza natural muito grane, mas, infelizmente, o povo continua pobre e, em alguns casos, numa autêntica miséria
Emília Pinto

Lindo poema e todos temos que de um ou outro modo voltar!
ResponderEliminarFico feliz em te ver de volta!
beijos, tudo de bom,chica
É verdade, Chica, gostamos sempre de voltar, principalmente, aos lugares onde fomos felizes. No meu caso, fico sempre muito contente quando regresso ao Brasil, país que me deu muito. Obrigada, querida Amiga, por estares sempre presente. Beijinhos
EliminarEmilia
Querida Emília
ResponderEliminarQuando comecei a ler o poema vi logo que se referia a um pais africano,
colonizado e que sofreu com isso. Depois apercebi-me que se tratava de
Agostinho Neto e rejubilei por teres trazido este grande poeta e político
até nós. Tenho falhado com ele, não lhe dando no meu blog o lugar que merece.
Havemos de voltar às raízes de uma maneira ou doutra, talvez através
da leitura daqueles que conseguem fazer poema belos como este.
Gostei muito do teu regresso e em forma.
Adorei.
Beijinhos
Olinda
Querida Olinda, não conhecia este poema, mas, achei interessante, por tratar um tema que, de alguma forma nos afecta. Fomos os colonizadores e, infelizmente, depois de lhes darmos a independência, as coisas não melhoraram nada. Um país rico e o povo continua pobre, na sua grande maioria. As guerras continuam por aí e crianças morrem a todo o instante, sem o minimo de compaixão. Obrigada, querida Amiga, pela visita e por nao te teres esquecido de mim.
EliminarBeijinhos saúde para todoa aí em casa
Olá, amiga Emília, ainda não conhecia o poeta angolano Agostinho Neto.
ResponderEliminarautor desse belíssimo poema, mais um grande poeta angolano.
Parabéns pela excelente escolha.
Espero que tenhas passado excelentes férias. Aqui em Porto Alegre ficamos
torcendo por ti, pelo teu descanso.
Beijo, minha amiga, um ótimo fim de semana.
Obrigada, Pedro. Eu só conhecia Agostinho Neto como um lutador pela independência de Angola, pelas prisões que teve de enfrentar e nunca imaginei que fosse poeta, além de ter sido também médico. Como sempre digo, aprendo muito nestas minhas pesquisas. Mais uma vez te agradeço e peço desculpas pea demora; estava a precisar de uma longa pausa.
EliminarBeijinhos, caro Amigo.
Emília
Olá Emília, ainda bem que voltaste.
ResponderEliminarUm belo poema do Agostinho Neto.
Não conhecia, obrigado pela partilha.
Espero que as tuas férias tenham sido muito boas.
Boa semana.
Beijinhos.
Como disse acima, não conhecia esta faceta de Agostinho Neto e foi com grande surpresa que encontrei este belo poema.
EliminarAs minha férias foram boas, mas, Jaime, mas de vez em quando, precisamos de uma pausa e foi isso que fiz. Muito obrigada pelo carinho
Um beijinho e saúde para todos vós
Emilia
Bem vinda amiga Emília.
ResponderEliminarQue bela escolha para o seu regresso!!!
Todos nós temos lugares onde gostaríamos de voltar mas enquanto isso não for possível temos sempre a memória, esse "veiculo" fantástico que nos permite fazer essas viagens.
Um abraço e bom regresso.
Tens razão, Rui, gostamos de voltar aos lugares onde fomos felizes e, quando isso não é possível, temos a memória que nos leva a onde queremos ir
EliminarFico contente que não me tenhas esquecido durante esta minha longa ausência; é sinal que tenho bons Amigos neste mundo virtual
Um beijinho e fica bem, com saúde, especialmente
Emília
Olá, Emilia.
ResponderEliminarTambém estou de volta e sempre com muito prazer em aqui chegar..
Não conhecia este poema,
Gostei muito,
Uma excelente partilha.
Abraço e brisas doces *****
Que bom que gostaste, Maria. Também não conhecia este poema e fiquei surpresa ao ver que tinha sido escrito por Agostinho Neto, para mim, só um lutador pela independência de Angola
EliminarObrigada pelas " brisas doces" e pelo carinho da visita
Beijinhos e saúde para todos vós.
Emilia
Emília querida, sim, como são boas as nossas voltas, seja do poeta,
ResponderEliminarseja nossa, mas ao voltarmos encontramos o que deixamos,
e muitas vezes com certa dor. Imagino deixar nosso país e um dia voltar!
Mas falando em voltar... que bom que voltaste, amiga querida!
Um beijinho e "vamu qui vamu..." seja como for. Adorei a escolha.
🌹🙋♀️🌻
Tens razão, Taís, há lugares onde voltamos que nos dão uma alegria imensa, como, por exemplo, quando volto ao Brasil, país que me deu muito. Claro que já não é a mesma coisa, pois já lá não estão os meus pais, mas é sempre uma alegria. Ao contrário, quando vou à aldeia onde nasci e vivi até ir para o Brasil, a tristeza invad3-me; a casa ainda lá está, mas, vazia de gente e com as paredes gastas pelo tempo; já a vendi e espero vê-la reconstruída e linda pelos novos donos.
EliminarAmiga, obrigada pelo carinho da visita. A vida é assim mesmo...idas e voltas
Beijinhos
Emília
Ainda bem que voltou, minha Amiga Emília. E como gostei de encontrar aqui um poema de Agostinho Neto, um poeta que começou a governar Angola livre, mas morreu demasiado cedo.
ResponderEliminarTudo de bom.
Um beijo.
É verdade, Graça, morreu cedo, mas também não viu que o seu país tão rico, continua com muita pobreza. Não conhecia Agostinho Neto como poeta, mas, como se costuma dizer. " todos os dias se aprende alguma coisa "
EliminarAmiga, muito obrigada pelo carinho da visita e tudo de bom, especialmente, no que à saúde diz respeito
Beijinhos
Emília
Bem Vinda ao aconchego da blogosfera, Emília.
ResponderEliminar"Havemos de Voltar” afirma o regresso à terra angolana como ato de identidade e libertação.
Agostinho Neto transforma esse retorno num símbolo de esperança, reunindo natureza, cultura e pátria num mesmo desejo de reconstrução após a opressão.
Infelizmente o povo está mais pobre, num pais tão rico!
Beijinho e ótimo fim de semana.😘
É mesmo um " aconchego ", Elisa e já começava a sentir falta
EliminarGostei muito deste poema que me surpreendeu, pois Agostinho Neto, para mim, era só um homem que lutou pela independência de Angola. Ficou livre, mas continua pobre apesar de tanta riqueza. Isso não acontece só lá , mas um pouco por toda a parte; a riqueza é sempre muito mal distribuída.
Obrigada pela visita, querida Amiga e fica bem, com saúde e a serenidade possivel num mundo cada vez mais perigoso
Beijinhos
Emilia
Que bom estar de volta...não conhecia o poeta e o poema...Que assim seja, esperança em recuperar o País.
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Obrigada, Marta pelo carinho. A esperança deve ser mantida, mas começamos a perdê-la, po8s a mentalidade do ser humano não muda.
EliminarBeijinhos, Amiga
Emília
Olá, Emília.
ResponderEliminarBonito e tocante o poema.
A história humana tem momentos lindos e muitos outros, feios. Talvez os feios superem. Mas não tem como mudar a história, o que já foi, já foi. O importante é o que fazer daqui pra frente.
abraços
Verdade, Eduardo, sempre foi assim, " os momentos feios " superam os lindos " , mas, nada a fazer, aceitar e seguir em frente é o lema, tentando sempre que a nossa bondade seja superior à maldade
EliminarObrigada, caro Amigo e que, pelo caminho, encontres sempre momentos lindos
Beijinhos
Emília