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Parece não ter grande importância um Banco de Jardim; afinal não passa de um pedaço de madeira, ferro, parafusos e alguma tinta que, com o passar do tempo, vai desaparecendo.
Mas é muito mais que isso....este nosso mundo global tem transformado a vida " em fluxo, velocidade, excessos e o Banco de Jardim surge como " metáfora de uma civilização mais lenta, local e regenerativa, uma civilização capaz de entender que a vida não é apenas deslocar-se entre pontos, mas criar ligações profundas aos lugares".
Não há tempo a perder neste nosso mundo," é preciso correr para o trabalho, para a reunião, para o consumo e. neste movimento contínuo. deixamos para trás aquilo que verdadeiramente sustenta a vida, o respirar, o sentir, o reparar"
Correr para quê, para onde?
Procuremos, Amigos, um dos poucos bancos que existem na praça da nossa cidade e nele nos sentemos para refletirmos se vale a pena tamanha correria.
Este meu texto é baseado num artigo da revista Visão, escrito por Carlos Alberto Cupeto, geólego e professor na Universidade de Évora
Emília Pinto
