terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

GUERRAS

 

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 Quem Quiser Acabar com a Guerra 

Quem quiser, de facto, acabar com a guerra tem que intervir resolutamente para que o Estado a que pertence renuncie a uma parte da sua soberania a favor de instituições internacionais; deve estar pronto a submeter o próprio Estado, em caso de qualquer conflito, à arbitragem dum Tribunal internacional; tem de intervir com toda a decisão para que todos os Estados procedam ao desarmamento, conforme está previsto até mesmo no desgraçado tratado de Versalhes; nenhum progresso poderá esperar-se se não for suprimida a educação militar e patriótica — no sentido agressivo — do povo. Nenhum outro acontecimento dos últimos anos foi mais vergonhoso para os Estados actualmente mais considerados, que o malogro das anteriores conferências de desarmamento; pois esse malogro não assenta apenas nas intrigas de estadistas ambiciosos e sem escrúpulos, mas também na indiferença e falta de energia dos homens de todos os países. 
Se isto não se modificar, destruiremos o que os nossos antepassados criaram de verdadeiramente valioso. 

 Albert Einstein, in 'Como Vejo o Mundo


Parece ter sido escrito hoje, este pequeno texto......


Emília Pinto

domingo, 11 de fevereiro de 2024

ANIVERSÁRIO - 15 ANOS

 

Imagem pixabay

 

Meus Amigos 

quando me dão a mão 

sempre deixam outra coisa 

presença 

olhar 

lembrança 

calor 

meus amigos 

quando me dão 

deixam na minha 

a sua mão.


Paulo Leminski


Nunca pensei que o Começar de Novo chegasse aos 15 anos, mas, com a ajuda dos AMIGOS que me foram dando a mão, com a sua presença, com calor humano e muito carinho, chegámos até aqui. Muito obrigada a todos! Espero continuar a merecer a vossa amizade e assim seguir em frente enquanto a vida o permitir. Como sempre digo, os parabéns vão todos para vós, queridos Amigos. Um beijinho e a minha sincera Amizade 


Emília Pinto 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

A MORTE.....

 

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...... Pela Solidão 


Morrer é quando há um espaço a mais na mesa afastando as cadeiras para disfarçar, 
percebe-se o desconforto da ausência porque o quadro mais à esquerda e o aparador mais longe, sobretudo o quadro mais à esquerda e o buraco do primeiro prego, em que a moldura não se fixou, à vista, fala-se de maneira diferente esperando uma voz que não chega, 
come-se de maneira diferente, deixando uma porção na travessa de que ninguém se serve, 
os cotovelos vizinhos deixam de impedir os nossos e faz-nos falta que impeçam os nossos. 


 António Lobo Antunes, in 'Não é Meia Noite Quem Quer


Hoje em dia há muita solidão e não só nos mais idosos


Emília Pinto