terça-feira, 7 de julho de 2026

FÉRIAS

 



Imagem pixabay


Caros Amigos, este ano, o Começar de Novo resolveu antecipar as férias e eu, claro, tive que respeitar 

Não sei que destino escolheu, mas imagino... 

No último post. falámos da importância que um banco de jardim pode ter nas nossas vidas e, como são cada vez em menor número nas nossas cidades, acredito que o começar de novo deve ter procurado um lugar onde possa sentar calmamente e admirar árvores e rios, estando assim em contacto com a natureza tão fustigada pelos incêndios, no nosso país. Acho que escolheu bem... 

 E eu, cá fico por mais algum tempo, com a promessa de vos visitar sempre que possível. Deixo-vos um beijinho e votos de boas férias, sempre com saúde 

 Emília

domingo, 7 de junho de 2026

O BANCO DE JARDIM

 Imagem Pixabay


Parece não ter grande importância um Banco de Jardim; afinal não passa de um pedaço de madeira, ferro, parafusos e alguma tinta que, com o passar do tempo, vai desaparecendo.

Mas é muito mais que isso....este nosso mundo global tem transformado a vida " em fluxo, velocidade,  excessos e o Banco de Jardim surge como " metáfora  de uma civilização mais lenta, local e regenerativa, uma civilização capaz de entender que a vida não é apenas deslocar-se entre pontos, mas criar ligações profundas aos lugares".

Não há tempo a perder neste nosso mundo," é preciso correr para o trabalho, para a reunião, para o  consumo e. neste movimento contínuo. deixamos para trás aquilo que verdadeiramente sustenta a vida, o respirar, o sentir, o reparar"

Correr para quê, para onde?


Procuremos, Amigos, um dos poucos bancos que existem na praça da nossa cidade e nele nos sentemos para refletirmos  se vale a pena tamanha correria.



Este meu texto é baseado num artigo da revista Visão, escrito por Carlos Alberto Cupeto, geólego e professor na Universidade de Évora


Emília Pinto




 




sexta-feira, 15 de maio de 2026

NAVIO NEGREIRO






 Infelizmente, ainda temos muito trabalho escravo em todo o mundo  e, devido a tantas guerras, o número de gente escravizada aumenta

Castro Alves escreveu muito sobre este problema para que o Brasil saiba que foram os escravos idos.  para lá que criaram a nação brasileira, um " cadinho " de culturas que se devem respeitar umas às outras, reconhecendo que todos somos iguais independentemente da cor da pela, religião ou crenças.

Espero que gostem. Esta mensagem serve não só para o Brasil, mas também para todos nós

Emília Pinto

quarta-feira, 29 de abril de 2026

PETRÓLEO

 


Este produto, considerado " o ouro negro " faz girar o mundo  e, com esta guerra no Oriente Médio, uma crise económica a nível global está a instalar-se.

Infelizmente, todos dependemos dele e uma preocupação tremenda nos assola; a cada dia que passa, os preços sobem em todos os produtos e os nossos bolsos cada vez se esvaziam mais. Mas, será este o factor que realmente importa? Claro que não!

Isto o ser humano consegue solucionar com alguma facilidade; o problema maior e que assim deveria ser considerado por todos, é a perda de vida de milhares de inocentes nestas guerras insanas; destruição, mortes, crianças a serem privadas de suas vidas normais e tantas, tantas a morrerem de fome

Vivemos num mundo de loucos e basta um deles para que fiquemos aterrorizados

Hoje, as guerras são pelo petróleo, mas, não tarda muito e serão pela falta de água


Emília Pinto



sexta-feira, 3 de abril de 2026

JOSÉ SARAMAGO






Não se Pode Viver Assim! 


Temos na natureza muitas coisas contra as quais lutar, mas há um inimigo pior que todos os furacões e terramotos, o próprio ser humano. 
A natureza com todos os seus vulcões, terramotos, furacões e inundações não causou tantos mortos como a humanidade causou a si própria. 
Lutas de toda a ordem: guerras religiosas, guerras de interesses materiais, guerras absolutamente absurdas e estúpidas, como as dinásticas.
Não há um raio de luz – para pôr a questão assim – que dê na cabeça das pessoas e as faça perceber que não se pode viver assim! 

 José Saramago, in 'A Capital (4 Nov 1995)

Esta publicação vem a propósito da ideia absurda dos nossos governantes de excluírem as obras de José Saramago do curriculum das nossas escolas; deixam de ser consideradas como leitura obrigatória e, apesar dos protestos, não creio que  voltem atrás na decisão. Todos nós sabemos o motivo desta decisão, não é verdade?
Como diz, neste texto, " Não se pode viver assim ", numa sociedade onde a falta de respeito impera, onde as guerras alastram, onde o ser humano está completamente desprovido de humanidade 
O nosso planeta azul está a ficar escuro, sem um simples " raio de luz "que o ilumine, mas nada podemos fazer, infelizmente...  as nossa mãos são demasiado pequenas.....os senhores do mundo demasiadamente poderosos....

Emília Pinto

quarta-feira, 18 de março de 2026

GUERRA

 Imagem Pixabay

 


Tanto é o sangue que os rios desistem de seu ritmo e o oceano delira e rejeita as espumas vermelhas. 

Tanto é o sangue que até a lua se levanta horrível, e erra nos lugares serenos, sonâmbula de auréolas rubras, com o fogo do inferno em suas madeixas. 

Tanta é a morte que nem os rostos se conhecem, lado a lado, e os pedaços de corpo estão por ali como tábuas sem uso. 

 Oh, os dedos com alianças perdidos na lama... os olhos que já não pestanejam com a poeira... as bocas de recados perdidos... 

O coração dado aos vermes, dentro dos densos uniformes... tanta é a morte que só as almas formariam colunas, as almas desprendidas... e alcançariam as estrelas. 

 E as máquinas de entranhas abertas e os cadáveres ainda armados e a terra com suas flores ardendo, e os rios espavoridos como tigres, com suas máculas e este mar desvairado de incêndios e náufragos e a lua alucinada de seu testemunho, 

e nós e vós, imunes, chorando, apenas, sobre fotografias, 

tudo é um natural armar e desarmar de andaimes entre tempos vagarosos, sonhando arquiteturas 


 Cecília Meireles in " Mar Absoluto "


Tantas são as guerras e os pais, desesperados, tentam, acima de tudo, proteger os seus filhos. E assim vai, o nosso mundo.....


Emília Pinto


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

QUARTA - FEIRA DE CINZAS



Acabou nosso carnaval 
Ninguém ouve cantar canções 
Ninguém passa mais brincando feliz 
E nos corações 
Saudades e cinzas foi o que restou 

Pelas ruas o que se vê
E uma gente que nem se vê 
Que nem se sorri 
Se beija e se abraça 

E sai caminhando 
Dançando e cantando cantigas de amor 
E no entanto é preciso cantar 
Mais que nunca é preciso cantar 
E preciso cantar e alegrar a cidade 

A tristeza que a gente tem 
Qualquer dia vai se acabar 
Todos vão sorrir 
Voltou a esperança 
E o povo que dança 
Contente da vida feliz a cantar 

Porque são tantas coisas azuis 
E há tão grandes promessas de luz 
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe


Quem me dera viver pra ver 
E brincar outros carnavais 
Com a beleza dos velhos carnavais 
Que marchas tao lindas 
E o povo cantando seu canto de paz

Vinícius de Moraes


Há dias ouvi numa estação de rádio esta canção de Vinícius de Moraes e a explicação para o título que foi escolhido
Vinícios fez esta música no tempo da ditadura e, segundo ele, depois da folia do carnaval vem a quarta-feira de cinzas e o povo volta ao seu dia a dia, enfrentando os problemas que a vida sempre traz. É um incentivo à esperança num novo amanhã. 

Resolvi trazê-la aqui, porque, todos nós temos de manter a esperança num mundo melhor, num mundo sem guerras, mais fraterno, com gente feliz, cantando e sorrindo. Trouxe a gravura de uma margarida branca, pois penso sobretudo nas crianças que, na sua pureza, não entendem as maldades dos poderosos; só sabem que estão impedidos de brincar nas ruas, cantando e dançando como se estivessem num daqueles "belos e velhos carnavais "de que fala este grande senhor, Vinícios de Moraes

Espero que gostem!

Emília Pinto