terça-feira, 27 de outubro de 2026

HABITAÇÃO

Imagem Pixabay


Temos assistido a grandes manifestações, pedindo aos governantes medidas contra a falta de moradias e o abuso no valor do arrendamento. Começaram em França. com grande violência, pilhagens e queima de carros e de tudo o que encontravam pela frente, Depressa se espalharam por outros países da Europa e chegaram também a Portugal, felizmente de modo ordeiro e pacífico, salvo um caso ou outro, como sempre acontece no meio de muita gente.

Mas, o que mais me choca, é ouvir alguns comentadores a culparem os imigrantes pela falta de habitação; claro que, se chegam mais pessoas ao nosso país, as casas começam a faltar, mas nada disso aconteceria se tivessem construído casas socias, o que já há muito não acontece; não faltam mansões e apartamentos de luxo, mas quem os pode comprar? Uma pequena minoria.

Culpam os imigrantes, mas eles são os que mais sofrem na mão de senhorios capazes de alugarem uma garagem onde eles se amontoam para que, juntos, consigam pagar a renda, mesmo assim alta.

Como somos capazes, nós, portugueses, de sermos contra a imigração, quando temos emigrantes espalhados pelo mundo inteiro?

Seremos capazes de viver sem os imigrantes?

Estaremos nós dispostos a fazer os trabalhos que eles fazem?

Pensemos nisso e procuremos aceitar com respeito aqueles que procuram o nosso país para terem uma vida melhor.

Emília Pinto 

  

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

PERGUNTAS ......

 Imagem da net


Sempre que tiveres dúvidas, ou quando o teu eu te pesar em excesso, experimenta o seguinte recurso: lembra-te do rosto do homem mais pobre e mais desamparado que alguma vez tenhas visto e pergunta-te se o passo que pretendes dar lhe vai ser de alguma utilidade. Poderá ganhar alguma coisa com isso? Fará com que recupere o controlo da sua vida e do seu destino? Por outras palavras, conduzirá à autonomia espiritual e física dos milhões de pessoas que morrem de fome? Verás, então, como as tuas dúvidas e o teu eu se desvanecem.

Mohandas Gandhi, in 'The Words of Gandhi'

Não saberemos responder a todas estas perguntas, mas, com certeza conhecemos  os nossos sentimentos perante um mundo tão cruel. Somos pequeninos demais para acabar com tamanhas atrocidades, mas estender a mão  a alguém que precise, isso poderemos fazer

Emília Pinto

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

HAVEMOS DE VOLTAR....

 




 ... Às casas, às nossas lavras às praias, 
aos nossos campos 
havemos de voltar 


ÀS nossas terras vermelhas
do café brancas de algodão 
verdes dos milharais 
havemos de voltar 

Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo 
havemos de voltar 

Aos nossos rios, nossos lagos 
às montanhas, às florestas 
havemos de voltar 

 À frescura da mulemba
 às nossas tradições 
 aos  ritmos e às fogueiras
 havemos de voltar


 À marimba e ao quissange
 ao nosso carnaval 
 havemos de voltar 

À bela pátria angolana 
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar

Havemos de voltar
à Angola libertada
à Angola independente


Agostinho Neto


Também eu já voltei----demorei muito, sei...
Obrigada por me terem esperado


Não só Angola, mas tantos outros países têm uma riqueza natural muito grane, mas, infelizmente, o povo continua pobre e, em alguns casos, numa autêntica miséria

Emília Pinto

terça-feira, 7 de julho de 2026

FÉRIAS

 



Imagem pixabay


Caros Amigos, este ano, o Começar de Novo resolveu antecipar as férias e eu, claro, tive que respeitar 

Não sei que destino escolheu, mas imagino... 

No último post. falámos da importância que um banco de jardim pode ter nas nossas vidas e, como são cada vez em menor número nas nossas cidades, acredito que o começar de novo deve ter procurado um lugar onde possa sentar calmamente e admirar árvores e rios, estando assim em contacto com a natureza tão fustigada pelos incêndios, no nosso país. Acho que escolheu bem... 

 E eu, cá fico por mais algum tempo, com a promessa de vos visitar sempre que possível. Deixo-vos um beijinho e votos de boas férias, sempre com saúde 

 Emília

domingo, 7 de junho de 2026

O BANCO DE JARDIM

 Imagem Pixabay


Parece não ter grande importância um Banco de Jardim; afinal não passa de um pedaço de madeira, ferro, parafusos e alguma tinta que, com o passar do tempo, vai desaparecendo.

Mas é muito mais que isso....este nosso mundo global tem transformado a vida " em fluxo, velocidade,  excessos e o Banco de Jardim surge como " metáfora  de uma civilização mais lenta, local e regenerativa, uma civilização capaz de entender que a vida não é apenas deslocar-se entre pontos, mas criar ligações profundas aos lugares".

Não há tempo a perder neste nosso mundo," é preciso correr para o trabalho, para a reunião, para o  consumo e. neste movimento contínuo. deixamos para trás aquilo que verdadeiramente sustenta a vida, o respirar, o sentir, o reparar"

Correr para quê, para onde?


Procuremos, Amigos, um dos poucos bancos que existem na praça da nossa cidade e nele nos sentemos para refletirmos  se vale a pena tamanha correria.



Este meu texto é baseado num artigo da revista Visão, escrito por Carlos Alberto Cupeto, geólego e professor na Universidade de Évora


Emília Pinto




 




sexta-feira, 15 de maio de 2026

NAVIO NEGREIRO






 Infelizmente, ainda temos muito trabalho escravo em todo o mundo  e, devido a tantas guerras, o número de gente escravizada aumenta

Castro Alves escreveu muito sobre este problema para que o Brasil saiba que foram os escravos idos.  para lá que criaram a nação brasileira, um " cadinho " de culturas que se devem respeitar umas às outras, reconhecendo que todos somos iguais independentemente da cor da pela, religião ou crenças.

Espero que gostem. Esta mensagem serve não só para o Brasil, mas também para todos nós

Emília Pinto

quarta-feira, 29 de abril de 2026

PETRÓLEO

 


Este produto, considerado " o ouro negro " faz girar o mundo  e, com esta guerra no Oriente Médio, uma crise económica a nível global está a instalar-se.

Infelizmente, todos dependemos dele e uma preocupação tremenda nos assola; a cada dia que passa, os preços sobem em todos os produtos e os nossos bolsos cada vez se esvaziam mais. Mas, será este o factor que realmente importa? Claro que não!

Isto o ser humano consegue solucionar com alguma facilidade; o problema maior e que assim deveria ser considerado por todos, é a perda de vida de milhares de inocentes nestas guerras insanas; destruição, mortes, crianças a serem privadas de suas vidas normais e tantas, tantas a morrerem de fome

Vivemos num mundo de loucos e basta um deles para que fiquemos aterrorizados

Hoje, as guerras são pelo petróleo, mas, não tarda muito e serão pela falta de água


Emília Pinto