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Os tempos actuais são tempos de aurea mediocritas e de indiferença, de paixão pela ignorância, de preguiça, de incapacidade para o trabalho prático e da necessidade de receber tudo já pronto.
Ninguém raciocina, será raro alguém elaborar uma ideia pessoal .
Hoje em dia exterminam as florestas da Rússia, esgotam os solos da Rússia, transformam a Rússia numa estepe e preparam-na para os calmuques.
Se aparecer um homem de esperança que plante uma árvore, todos se rirão: «Será que vives até ela crescer?»
Por outro lado, os que aspiram ao bem falam de como será dentro de mil anos.
Desapareceu por completo uma ideia cimentadora.
É como se toda a gente vivesse numa estalagem, preparando-se para fugir amanhã da Rússia.
Todos vivem apenas para a sua abastança...
Fiodor Dostoievski, in 'O Adolescente ( Sec XIX
Será que este texto, foi mesmo escrito no Sec XIX ?
Emília Pinto

Incrível esse texto.Cheio de tantas verdades que parece muiiiiiito atual! Gostei!
ResponderEliminarbeijos, tudo de bom,chica
Obrigada, Chica! Isto quer dizer que o ser humano não muda, naquilo que é essencial
EliminarUm beijinho e tudo de bom, querida Amiga
Emília
Boa tarde de paz, querida amiga Emília!
ResponderEliminarCom um texto antigo, vemos que nada muda tanto...
A abastança nos pega se não formos atentos.
Se alguém plantar um árvore, alguns rirão... um dia se arrependerão.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
" Um dia se dependerão... " Queira Deus que esse arrependimento não chegue tarde demais, Rosélia. Tantas cimeiras se fazem sobre o clima é nada se resolve, porque os interesses econômicos estão sempre em primeiro lugar.
EliminarBeijinhos, querida Amiga e que à tua volta haja sempre um mar limpo ( sei que o a precisa muito...) e árvores em abundância para te dar sombra quando o calor aperta
Emília
Pois é, querida Emília, eu também, enquanto lia o texto estava pensando... "Tudo como dantes no quartel de Abrantes". Que coisa, não é? Como dizia meu avô, "só mudam as moscas... rsrsrs". É rir para não chorar.
ResponderEliminarBjsssssss, marli
Gostei do dito do teu avô..." só mudam as moscas ...". querida Marli, o resto continua " tudo como dantes no quartel de Abrantes " e assim vai continuar, pois há muitos interesses económicos que estão acima dos valores que deveriam pautar as atitudes humanas. Um beijinho e obrigada pela visita
EliminarEmília
Tanta verdade num só texto
ResponderEliminarGrato pela luz das suas palavras.
Cumprimentos poéticos
0brigada, Ricardo! Verdades ditas há um século , mas que parecem ter sido escritas hoje, o que nos leva a perder as esperanças numa mudança,
EliminarBeijinhos e uma boa semana
Emília
So much of this is true, even today! Thank you so much for sharing, and warm greetings from Montreal, Canada.
ResponderEliminarThanks, Linda, for your opinion and kindness.
EliminarHugs and my best wishes
Emília
Emília,
ResponderEliminarAdorei a publicação que me puxa
para assumir que mesmo sendo envolvida
com arte, cultura e literatura, e ainda
por cima tendo lido de quase tudo
toda minha minha vida, até uns 4 meses
passados não tinha lido o citado autor.
Até que o amigo pessoal silvioafonso,
do extinto blog PalhaçoPoeta, me presenteou
com um livro exatamente desse autor.
E dái em diante já li vários títulos e tenho
apreciado essa conversa que ele tem conosco
seus leitores. E concordo com sua observação:
"Será que este texto, foi mesmo escrito no Sec XIX ?"
E me junto a Você nessa pergunta e reafirmo que
ele conversa conosco.
Deixo esse link abaixo, porque amarei se quando
desejar e puder , passar seus olhos na publicação
indicada
https://reflexosespelhandoespalhandoamigos.blogspot.com/2025/11/serie-passando-limpo-fases-comversos.html
Grata sempre.
Bjins
CatiahôAlc.
Obrigada, Cátia, pelo carinho. Não tenho lido quase nada deste autor, mas creio que tenho na minha estante algum livro dele; irei conferir..
EliminarEsperemos que o nosso mundo mude alguma coisa, mas, sinceramente, não creio. Irei, logo que possa, ver a tua publicação. Entretanto, desejo -te tudo de bom para ti e para os teus.
Beijinhos
Emília
Muitos parabéns por esta publicação. Aqui está um texto cheio de verdades que muito boa gente ignora, ou faz de conta que não entende.
ResponderEliminarRealmente hoje vivemos para o agora sem pensar no que nos vai suceder.
O ser humano está cada vez mais egoísta e com um umbigo do tamanho do mundo!
Um abraço e bom fim de semana.
https://rabiscosdestorias.blogspot.com
Pois é, Rui, o mundo avança com progressos em vários sectores, mas com retrocessos em tantos outros e este texto prova isso mesmo. Como diz a Amiga Marli, " só as moscas mudam " e é uma pena que o ser humano não as acompanhe nessa mudança. Obrigada, Rui, pela visita e uma boa semana. Beijinho
EliminarEmília
ResponderEliminarQuerida Emília, belíssimo texto, bem atual.
A verdade é que geralmente as pessoas principalmente com algum poder nas mãos, só fazem o bem para elas. O triste é que atitudes assim não ficam num país ou numa região só, quando vemos acontecer em vários pontos do pobre e poluído planetinha.
Cada um vê o seu bem-estar e fim de conversa, o tal do umbigo é quem manda. Por isso que nosso mundinho, vai de mal a pior, não está com a credibilidade em alta. Isso é difícil, não é para qualquer país.
Muito além; nem os países de primeiro mundo, nem os aqueles que estão num eterno, infinito desenvolvimento.
Excelente texto, querida amiga!
Votos de um ótimo fim de semana, com um pouquinho de calor aí para os irmãos portugueses.
Beijinhos
Tens toda a razão, querida Taís, quem poderia fazer alguma coisa por este nosso mundinho, só faze o que for de interesse para eles e as cimeiras que se fazem de nada adiantam, não passam de " palavreado " para enganar o povo. E a nossa esperança acaba por morrer. Obrigada, querida Amiga e vê se mandas um pouquinho de calor para cá, pois o frio está de " rachar "
EliminarBeijinhos para todos e saúde. Aqui as gripes estão bravas.
Emília
Querida Emília,
ResponderEliminaro texto é forte e assustadoramente atual e é justamente isso que impressiona. Dostoievski tinha essa lucidez amarga, capaz de enxergar o desânimo, a indiferença e a fuga moral do seu tempo… que parecem tanto com os nossos. Seja século XIX ou XXI, a crítica permanece viva.
Beijo
Fernanda
Nada muda, querida Fernanda, infelizmente. Os interesses econômicos é o poder estão acima de qualquer coisa. Já era assim no séc. XIX o que nos deixa sem a mínima esperança de que algo mude para melhor
EliminarUm beijinho, querida Amiga e que sejas sempre muito abençoada, principalmente com saúde
Emilia
Olá, amiga Emília, como contrariar o que disse Fiódor Dostoiévski,
ResponderEliminarpossivelmente o maior romancista de todos os tempos. Abastança
para ele era isso? Para mim também é, só para não discordar do grande
Mestre do Romance.
Parabéns, Emília, pela postagem, que nos tempos atuais ainda se constitui
numa mensagem perfeita.
Desejo a você e família um ótimo final de semana.
Um beijo, amiga Emília.
Não podemos contrariar Dostoiévski, porque, infelizmente vemos, em pleno séc. XXI que nada tem mudado. E onde fica a nossa esperança? Impossível, continuar a ter alguma
EliminarBeijinhos, Pedro e muito obrigada pelo carinho da visita
Emília
Oi Emília,
ResponderEliminarNossa realmente faz algum tempo que não nos visitamos, k.
É triste, concordar com essas palavras e serem tão atuais.
Eu moro em uma parte bem fria do Brasil; também tenho sofrido
com o frio; a intensidade do inverno por aqui tem sido forte, o bom é que
dura pouco; mas o calor também é de rachar.
Acredito que é um problema global essa intensidade das estações.
Boa entrada de mês.
É verdade, há muito tempo que não nos falávamos, mas cá estamos, de novo presentes. Temos de aceitar o frio e o calor, pois é isso que nos manda a mãe natureza, embora eu prefira o calor, Quanto ao texto, é uma tristeza vermos que nada muda, mas pouco podemos fazer. Um beijinho, Amiga e saúde para todos aí em casa
EliminarEmilia
Um texto de Dostoievski, tão actual que parece realmente escrito para os dias de hoje embora com alguns contornos diferentes. Mas o essencial está no que foi escrito.
ResponderEliminarTudo de bom, minha Amiga Emília.
Um beijo.
Este texto, faz-nos perder a esperança numa mudança da mentalidade do ser humano. Nada muda, a não ser para pior. Beijinhos, querida Graça e muito obrigada pela visita
EliminarEmilia
Muitas das mentes brilhantes do passado produziram ideias intemporais. Pela simples razão de conhecerem em profundidade a natureza humana.
ResponderEliminarObrigado pela partilha deste magnífico texto do Dostoievski.
ResponderEliminarBoa semana minha querida amiga. Tenha um feliz mês de Dezembro.
Beijos.
É o que prova este texto, Amigo Jaime, um perfeito conhecimento " da natureza humana "
EliminarObrigada pela visita e saúde para todos, Beijinhos
Emilia
Infelizmente, o texto continua actual e pode ser aplicado a todo o planeta.
ResponderEliminarDeixo o meu abraço com voto de bom resto de Dezembro.
É verdade, São, nada nem ninguém escapa a esta triste verdade. O mundo inteiro um completo desastre a todos os níveis, Obrigada, querida Amiga e tudo de bom.
EliminarBeijinhos
Emília
Tão actual que até arrepia.
ResponderEliminarBeijinho, bfds
" Arrepia " por, infelizmente, nos levar a perder a fé numa mudança de valores. Continuaremos a ver a mesma miséria humana por todo o globo. Obrigada, Pedro e fica bem, com saúde sempre.
EliminarBeijinhos
Emília
É isso, querida Emília. O texto parece que foi escrito hoje.
ResponderEliminarCada um puxa a brasa para a sua sardinha e se esquece
dos outros. Ideias há muitas, mas na hora de concretizá-las
subsiste a ganância de querer tudo e acumular o que deveria
ser para os mais pobres.
Este mundo está a tornar-se assustador. Os que têm o poder
dado pelo povo, na sua ignorância, esquecem-se que todos nós
temos de morrer um dia e o resto fica.
Desejo-te um bom fim de semana.
Beijinhos à pequenina. O meu sapequinha lá se vai acostumando
com a sua nova vida.
Beijinhos
Olinda.
Ainda hoje, as Nações Unidas se queixavam da falta de dinheiro para minimizar a fome que vai por esse mundo fora; os recursos vão para armamento e nada sobra para o resto. As guerras se espalham e sem fim à vista e nós nada podemos fazer; o mundo está mesmo assustador, querida Olinda. Ainda bem que o sapequinha já se está acostumando com a nova vida e daqui a pouco já adora a escola.
EliminarA minha " arteirinha " hoje está com febre e, claro amanhã tem de ficar com a vóvó. Andam muitas crianças doentes e parece que o professor dela também não escapou.
Obrigada, Amiga e beijinhos para todos
Emília