quarta-feira, 17 de maio de 2017

INFÂNCIA COM ÂNSIA





" O mais importante na vida de uma criança é ter com quem brincar", diz especialista

É típico da criança desejar, sonhar, criar, fantasiar, mas características dos tempos atuais parecem estar colocando em risco essas habilidades. Se em outras épocas as crianças já foram mais reprimidas e pouco ouvidas, hoje, em muitas famílias, a educação dos filhos parece mirar o outro extremo: excessivamente atendidas em suas vontades, imersas em uma agenda repleta de compromissos e cercadas por uma abundância de objetos que nem conseguem dar conta de retirar das caixas e aproveitar, meninos e meninas, alertam especialistas, podem estar se tornando melancólicos. Comumente interpretada como tristeza, a melancolia é mais do que isso. Trata-se de um estado de indiferença, desinteresse, suspensão do desejo. Aos olhos desses pequenos, tudo se equivale, nada tem graça ou parece valer o investimento. São crianças que não toleram a falta e se frustram com facilidade. Conduzidas de um lado a outro sem ter um momento para exercitar a criatividade e pensar no que gostariam de fazer, elas são tomadas por apatia. Some-se a isso o esforço dos pais em poupar os filhos das perdas e dos aborrecimentos inerentes à esfera familiar e ao mundo que os cerca, inventando justificativas para mascarar a verdade ou blindando-os contra as cenas mais amargas – a morte de um animal de estimação, a separação do casal, a mudança de bairro ou escola por conta dos altos custos, a visão do pedinte maltrapilho na sinaleira. O resultado é que as crianças acabam por habitar um mundo irreal, estéril, pobre em experiências e sensações, onde não é possível testar as ferramentas psíquicas fundamentais para que possam amadurecer e enfrentar os reveses da existência

.
" Em vez de representar a falta e elaborar a dimensão da perda, quando entramos com a criança na via de restituição do objeto, ou na via de esquivar o acontecimento doloroso, nós a empurramos para uma situação muito pior, porque não compartilhamos com ela os recursos que permitem elaborar as perdas e as faltas, e isso cria uma fragilidade psíquica muito maior."

Julieta Jerusalinsky

in ZH Vida

Toda a criança no seu crescimento anseia ser " mamã ou papá, médico, professor, bombeiro... e nesse percurso vai imaginando e criando esse personagem ; nas sociedades de hoje, não lhes damos essa oportunidade e então surge o desinteresse, a apatia, o " tanto faz "
Não vou alongar-me mais sobre este tema, pois gostaria de vos convidar a assistirem a um debate muito interessante sobre a melancolia. Tornar-se-ia cansativo o vídeo aqui, pois é longo e assim, vendo-o no youtube, poderão assistir com calma e quando puderem. YOUTUBE -   CAFÉ FILOSÓFICO - MELANCOLIA NA INFÂNCIA.

Espero que gostem, amigos!

Emilia Pinto

39 comentários:

  1. Agora que convivo mais com crianças - pratico yoga e há uma aula de yoga para crianças no mesmo horário - noto que elas têm muitas actividades e muito pouco tempo para brincar. No Centro, as instrutoras dão-lhes uns minutos para brincarem e organizam em Agosto as chamadas " Férias de Yoga". O objectivo é, além de lhe explicarem o que é o yoga, estimular o interesse, a criatividade. Porque os meninos fazem visitas culturais, participam em workshops e outras actividades. Isto é um exemplo de como podemos reverter a situação. Mas vivemos num Mundo que valoriza muito o consumo e não o pensamento criativo... Perdoe o comentário...
    Beijos e abraços
    Marta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Querida Marta, perdoar o comentário? Deduzo que será por ser longo, não? Mas, já reparaste no tamanho dos que faço? Gosto deles assim, pois cria-se um melhor debate das diferentes ideias. Muito interessante esse trabalho feito com as crianças para que elas sejam participativas, imaginando, criando a brincar; é importante que todos nós tentemos " reverter a situação", fazendo o que pudermos nesse sentido. Muito obrigada, amiga e continua dando a tua opinião da maneira que mais te agradar. Beijinhos
      Emilia

      Eliminar
  2. Ter com quem brincar... nos dias que correm... só atrás de um qualquer ecrã... enterrados em jogos e mundos virtuais, afastados do real...
    Sinceramente, estamos a criar uma geração rica em meios materiais, mas desprovida de socializar, do senso da realidade, de valores que não se aprendem atrás de um qualquer ecrã, de instintos mais básicos perante factos da vida como a doença, a desilusão, a frustração e a morte... são ocupados com actividades em catadupa... para que os pais não se preocupem com eles... e a vida para eles... mede-se pela popularidade em redes sociais... e assim vai a nossa geração de crianças e adolescentes, nos dias que correm... preocupados com o seu aspecto... para a selfie... cheios de estilo e de atitudes... apenas na sua aparência... e não verdadeiramente na sua essência...
    Estamos a criar a geração mais vazia e insensível por dentro, de sempre... o que é absolutamente assustador... porque no limite... terão de interagir entre eles... alguma vez... acho eu!...
    Um texto brilhante, no qual subscrevo cada palavra!
    Como sempre uma extraordinária partilha, por aqui, Emília!
    Beijinhos
    Ana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Claro Ana que um dia os nossos jovens " terão de interagir entre eles ", mas não saberão como fazê-lo e a culpa é de quem os educa, como sempre; pelos motivos apontados no texto, pelos apontados por ti no teu comentário, as crianças estão em " casulos ", super protegidas de qualquer contratempo, atoladas de bens materiais , brinquedos sofisticados que depressa são postos de lado e assim vão ficando vazias, sem preparação para a vida, sem os valores essenciais. É comum vermos crianças encantadas com as panelas da cozinha, com as tampas ou qualquer outras " tralhas " que encontram e ali ficam brincando muito tempo; os brinquedos que têm não lhes interessa, pois fazem tudo e a criança não gosta disso; elas querem brincar com os brinquedos e não que sejam os brinquedos a brincarem com eles mesmos: por exemplo, as bonecas hoje não precisam nada das meninas, pois andam, falam, riem, mexem os olhinhos, etc, etc. Que interesse tem isso? Para a criança, nenhum! E muito haveria a dizer sobre este tema, Ana, mas com certeza outros amigos o farão. Agradeço-te imenso a tua colaboração no " debate " deste tema, indicando outros aspectos que também nos deixam preocupados. Um beijinho e obrigada .
      Emilia

      Eliminar
  3. Um texto muito interessante, no qual todos os pais deviam refletir.
    Brincando a criança, aprende a vivenciar e gerir emoções, e sentimentos.
    Amiga estou de volta.
    Um abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É verdade, Elvira, temos de permitir que " as crianças sejam meninos " e assim não cresçam " pulando fases" como muitas vezes querem os pais ; enchem-nos de actividades pensando assim prepará-los para um futuro melhor e esquecem-se que estão a tornar os filhos em crianças tristes. Muito obrigada, amiga e desejo-te dias felizes. Um beijinho e até breve
      Emilia

      Eliminar
  4. A poeta Ana Luísa Amaral escreveu este delicioso pequeno poema ...

    Se
    eu morrer
    quero que a minha filha não se esqueça de mim ,
    que alguém lhe cante mesmo com voz desafinada
    e que lhe ofereçam fantasia ,
    muito mais que um horário certo ,
    ou uma cama bem feita .

    Mas para isto , têm que existir adultos que que mantenham a sua criança interior viva e de boa saúde.
    É um prazer brincar , conversar , escutá-las ...
    E aprende - se tanto com elas .

    Considero o texto muito bom . E bom seria , também , que alguns pais , sobretudo os que " compram " o afecto dos filhos o lessem .

    Beijo grande , Emília , e em breve voltarei , depois de assistir ao CAFÉ FILOSÓFICO - MELANCOLIA NA INFÂNCIA.
    Maria






    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Maria, por colocares aqui este lindo e ternurento poema. Gosto muito que os amigos complementem os meus posts com informação sobre o tema, com pensamentos , como fizeste tu, deixando estes lindos versos que não conhecia, Assim a mensagem fica mais completamente e há uma maior troca de experiências. Tenho a certeza que vais gostar do video, Maria, pois é um debate muito interessante; assisti a vários na tv cultura enquanto estive no Brasil e logo pensei em abordar o tema aqui no começar
      de novo. Beijinhos, amiga e...aqui te espero depois de veres o video. Até breve e obrigada
      Emilia

      Eliminar
    2. Corrigindo.. mensagem mais completa. Desculpa o erro. Bjo
      Emilia

      Eliminar
  5. Estou absolutamente de acordo com tudo o que escreveste e transcreveste.
    Guardei o vídeo nos marcadores, para seguir o teu conselho.
    Bem vinda ao simpático ''convívio blogosférico''!
    Estou feliz com o teu regresso.
    Beijinhos, Emília.
    ~~~~~~~~~~~~

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Que bom, Majo! Fico feliz quando os amigos gostam do que publico. Tenho a certeza que vais gostar do video, pois o debate está muito interessante e feito por duas especialistas consideradas que explicam tudo com muita caleza. Desculpa a minha demora a visitar o Vivenciar a vida, mas, o meu irmão veio comigo do Brasil passar uns dias cá e, como deves imaginar , otempo fica curto. Amiga, muito obrigada pelo carinho e até breve.
      Emilia

      Eliminar
  6. Boa tarde, amiga! o texto fez-me recordar os meus tempos de infância em que brincava na rua com amigos e amiga, de tudo fazíamos um brinquedo, jogávamos a vários jogos incluído futebol, corríamos em liberdade, os joelhos ficavam a sangrar, nunca éramos excluídos e mandados para o quarto, éramos livres na imaginação, éramos felizes, hoje passeia-se nas grandes superfícies e come-se comida de plástico, inconscientemente os pais fabricam mentes cinzentas.
    O texto da Julieta Jerusalinsky é perfeito.
    AG

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito diferente foi a nossa infância, António, ! Tinhamos muito menos, brinquedos só os que eram feitos por nós e a brincadeira tornava-se interessante e alegre; não haviam fartura, tudo era saudável e o desperdicio simplesmente não existia; raramente havia guloseimas em casa, pelo menos na minha, ao contrário de hoje que são num exagero tão grande que as crianças facilmente " enjoam " e a mãe logo procura umas diferentes. E assim é em tudo, fazendo com que as crianças não dêem valor a nada. Infelimente o que mais vemos hoje, são crianças cheias de tudo o que o dinheiro pode comprar, mas sem brilho no olhar e apáticas, melancólicas. António, muito obrigada pelo comentário e fico feliz por saber que tiveste uma infância feliz. Beijinhos e até breve
      Emilia

      Eliminar
    2. Desculpa o terrivel erro, António, " não havia fartura " beijinhos
      Emilia

      Eliminar
  7. Gostei dos textos (da Julieta e do teu), são muito bons. No essencial, concordo com eles.
    Continuação de boa semana, amiga Emília.
    Beijo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada, Jaime e fico feliz que tenhas gostado. Desejo-te um bom fim de semana. Beijinhos
      Emilia

      Eliminar
  8. Olá, querida amiga!

    Como estás?

    Não irei, hoje, comentar o teu post, pke há algo mto mais importante a comunicar-te.

    A nossa amiga, Leninha, foi, hoje, de manhã, submetida a uma delicada cirurgia, não programada.
    Peço que vires o teu olhar e força para ela.

    Muito agradeço. Beijinhos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Querida Céu, muito te agradeço a atenção; fiquei triste com a noticia e , claro, estarei pensando nela com toda a minha força e pensamento positivo. Peço-te o favor de me avisares sempre que saibas alguma coisa. Logo que possa irei ao blog dela. Boa noite, querida amiga e obrigada. Beijinho
      Emilia

      Eliminar
    2. Sim, querida amiga, assim farei!
      Passa por lá, então. Agradeço mto!

      Beijinhos.

      Eliminar
    3. Obrigada!!! Beijinhos e um bom fim de semana
      Emilia

      Eliminar
  9. Querida Emília, texto muito pertinente, vale a pena refletirmos a diferença da nossa infância aos dias atuais, claro os tempos mudaram mas muitos valores que aprendemos na nossa infância vão sendo esquecidos. Querida, quando tiver um tempinho, visite meus blogs e se ainda não segue, ficarei feliz lhe ver lá. Abraços, um final de sema abençoado e feliz.
    http://professoralourdesduarte.blogesus as abençoe sempre.spot.com.br/
    http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, pela visita , Lourdes. Claro que os tempos são outros e temos de ter isso em conta, mas devemos também prestar muita atenção às nossas crianças, para que as facilidades dos tempos modernos, as novas tecnologias, os brinquedos cada vez mais avançados não lhes tirem a capacidade de serem meninos que brincam, imaginam, sonham. ?
      Querida amiga, desde que cheguei do Brasil, dia 4, tenho andado a visitar os amigos, mas ainda não consegui ir a " casa " de todos; o meu irmão que mora aí veio passar uns dias a Portugal e o tempo torna-se curto, mas logo que possa tomarei um cadezinho contigo, prometo. Um bom fim de semana e até breve. Beijinhos
      Emilia

      Eliminar
    2. Tomarei um cafezinho...
      Desculpa o erro, Lourdes!
      Emilia

      Eliminar
  10. A maioria das crianças de hoje não brincam, por excesso de tempo na escola , "montanhas" de trabalhos de casa e actividades extra curriculares.
    São crianças que têm que ser as melhores, pois a maioria das escolas / colégios trabalham para os rankings, tendo em casa a pressão dos pais que lhes prometem tudo o que querem, em troca de boas notas, abdicando da alegria de brincarem ao ar livre...de serem verdadeiras crianças!
    São crianças que sofrem de melancolia, ansiedade, etc...etc...
    Essas crianças serão adultos frustrados, depressivos...agressivos...
    Que futuro será o deles??? Que sociedade teremos???

    Este é um tema que me incomoda e preocupa profundamente.

    Beijinhos..

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E além de todos os pontos que aqui muito bem colocas, acho e sempre achei que as crianças devem participar da vida da familia em todos os aspectos; se e há problemas elas devem saber, se houver uma discussãozinha entre os pais não se deve colocá-las no quarto; dependendo da idade, devem assistir a isso com a devida explicação por parte dos pais de que é norma que nem sempre se concorde uns com os outros; se há problemas financeiros elas também devem ser informadas da necessidade de se gastar pouco, de não se ir de férias etc. As crianças não devem ficar de fora das preocupações dos pais , pois assim elas sentem-se como verdadeiros membros da familia e saberão que a vida não é feita só de coisas boas; além disso, sabendo que merecem a confiança dos pais deixando-as participar em tudo o que se passa na familia, saberão confiar neles também e haverá sempre diálogo, mesmo quando casados . Há pais que acham que as crianças não entendem, que são pequenas demais para verem ou ouvirem certas coisas, mas, na minha opinião, estão errados; com uma conversinha, explicando certos comportamentos dentro da familia, elas entenderão e ficarão preparadas para os muitos " não ", que receberão fora de casa. Lisa, trabalhaste muito com crianças e melhor do que eu sabes o que de errado se está a fazer com os meninos de hoje e não me espanta que estejas
      preocupada. Estamos todos, amiga! Mas de quem é a culpa? Sempre dos adultos que com elas convivem que teimam em criar " pequenos génios " Lisa, muito obrigada pela visita e desejo-te um bom Domingo Espero que estejam todos bem aí por casa! Beijinhos
      Emilia

      Eliminar
  11. Muito obrigada, Emília, pelas carinhosas palavras deixadas no meu "Ortografia". Passarei aqui outras vezes.
    Um beijo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Uma boa semana, Graça, e muito obrigada por teres vindo cá. Beijinhos
      Emilia

      Eliminar
  12. Sempre nos preocupamos, Taís e eu, em ficarmos atualizados para errar o menos possível na criação dos nossos filhos. Acho que ajudaram muito as tanta leituras de livros sobre a psicologia da criança, dentre eles André Berge, famoso psicanalista infantil francês. Mas naquela época não se contávamos com os com o que há de negativo na Internet, nem nos Smartphones. O certo é que não podemos desistir. Uma boa semana, Emília.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É natural que se erre, pois educar não é fácil, mas, na minha opinião o principal erro de alguns pais é acharem que a criança é muito pequena, que não entende e que por isso deve ser poupada de certos acontecimentos; se soubermos chegar até ela usando uma linguagem apropriada à idade, percebe muito bem e aceita a realidade; se ficar triste na altura é normal e aprenderá que as tristezas são parte da vida. Um beijinho, Pedro e obrigada pela visita.
      Emilia

      Eliminar
  13. Respostas
    1. Muito obrigada, António! Que a tua decorra sem grandes problemas e sempre com saúde. Um beijinho
      Emilia

      Eliminar
  14. Querida Emília
    É extremamente actual e pertinente este texto.
    O estilo de vida a que hoje assistimos torna difícil a vida da criança.
    Por um lado, os pais que trabalham todo o dia fora de casa, dispõem de muito pouco tempo para dedicar aos filhos, porque, para além dos empregos, há ainda as tarefas domésticas a exigirem a sua atenção.
    Depois...as crianças, dum modo geral, têm inúmeros TPC's a ocupar-lhes os tempos que deveriam ser livres e, ou os fazem nas salas de estudo, que existem porta sim porta não, ou tratam deles nas próprias casas, onde se encontram sozinhos.
    Há ainda a grande praga actual (e mundial), a da violência que leva a que os pais tentem proteger os filhos, mantendo-os em casa.
    Muito mais haveria a apontar... mas isto são já motivos mais que suficientes para que as crianças estejam entregues a si próprias, sem amigos para confraternizar, a não ser em situações muito especiais.
    Como resultado destas situações... fecham-se em si próprios, arranjam amigos virtuais com quem desabafam, criando por vezes situações de grande perigo.
    É um problema de muito difícil resolução, que requer medidas drásticas para que os pais possam dedicar mais tempo aos filhos e proporcionar-lhes a convivência com outras crianças.
    A mim, que adoro crianças, esta situação confrange-me, ainda mais se a comparar com a forma como os meus filhos foram criados, tão diferente destes hábitos modernos.
    Poderemos ter fé no futuro???

    Votos de uma semana muito feliz.
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Deixas aqui uma pergunta à qual não te saberei responder por mais que tente, Mariazita. E como tu, penso muito na maneira como os meus filhos foram criados, " tão diferente destes hábitos modernos "e com muito " não " å mistura. Penso, amiga, que os pais, preocupados com o futuro brilhante que desejam para os filhos, os sobrecarregam com actividades em demasia; depois da escola há música, dança, judo, inglês, etc, etc e à noite, pais e crianças estão tão cansados que não há tempo para mais nada. Será que tudo isto é preciso? Não bastariam as muitas actividades que há hoje nas escolas? Penso que resolver-se-ia uma pequena parcela dos tantos problemas que enfrentam as crianças de hoje. Mariazita, obrigada pelo belo comentário e vamos lá ...fazendo o que pudermos para ajudar, com esperança de que algo mude. Beijinhos
      Emilia

      Eliminar
  15. Querida Emília, acho seu texto muito interessante e difícil de se opinar à respeito.
    Quando criei meus filhos trabalhava em casa pintando meus quadros para exposições e dando aulas no meu próprio ateliê em casa também, assim sendo eu estava sempre em casa, marcando minha presença na educação deles, dando atenção, amor, e apesar de ainda que, a violência não fosse tão grande na época, ela sempre existiu, o que não existia era a INTERNET, as crianças liam, fantasiavam com seus brinquedos, não vinha tudo pronto na tela de um computador. Sempre falávamos meu marido e eu, que se eu tivesse que ganhar mais dinheiro e deixá-los nas mãos de uma empregada, eu optaria por viver com menos, e assim foi.
    A geração de pais e mães de hoje têm outra visão à respeito de como criar seus filhos, enfrentam muita violência, e a pobreza é bem maior hoje em dia. É difícil julgar, e nem quero. Acho que errar na educação dos filhos é fácil, mesmo que tenham as melhores intenções, são questões variadas para cada um resolver, sei que a situação para as crianças em questão de AMOR dos pais para com elas mudou é muito diferente agora, só posso lamentar, mas penso também que o mundo muda sempre e isso faz parte da época.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Querida, Leah, não é simples opiniar sobre este assunto, porque ele é complexo, assim como educar se torna dificil e é preciso que se abdique de certas coisas para que as crianças sejam mais acompanhadas. Comigo passou-se o mesmo, amiga, deixei de ser secretária para me dedicar aos filhos. Esta profissão é ingrata, pois temos que entrar antes do chefe e sair depois dele, além de reuniões e viagens com ele, não deixando tempo para os filhos. Poderão dizer que não precisava do meu salário e está certo, mas muita gente diz que dinheiro nunca é demais e além disso hoje poderia ter uma boa appsentadoria e não tenho nenhuma; " optei ppr viver com menos " e não me arrependo da escolha. Mas, como bem dizes, os objectivos das pessoas são diferentes e não nos cabe a nós julgar, mas ppdemos, sim, lamentar. As crianças nao pedem para nascer e por isso há que pensar bem antes de ter filhos, pois eles terão de ser nossa prioridade. O tempo não precisa de ser muito, precisa sim de ser de qualidade. Sabes de quem eu tenho pena ? Daquelas mães que trabalham como escravas e chegam à noite sem terem um pão para colocar na mesa, ao contrário de tantas que trabalham e trabalham para encherem os filhos de brinquedos, smartphones, e roupas carissimas e esquecem-se do fundamental, atenção. Leah, agradeço muito o teu comentário assertivo e desejo que tudo esteja bem; espero que não te aflijas muito com a conturbada situação do nosso querido Brasil, pois tudo se resolverá. Beijinhos
      Emilia

      Eliminar
  16. Olá Emília!
    Excelente crónica sobre um tema sensível e muito actual.
    Em criança tive poucos brinquedos, mas "carradas" de amor.
    Brinquei na rua, com amiguinhos de todas "as cores".
    Na adolescência fiz birras, gritei, esperneei, exigi... mas acabei por entender e aceitar os "nãos" dos meus pais. Aprendi a ser melhor mãe.
    Agora sou avó e incomodam-me algumas coisas mas... os tempos são outros, muita coisa mudou. Nem sempre para melhor, lamentavelmente!
    Beijo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois agora surgiu-me uma dúvida, querida Teresa. Cliquei no nome acim e dei com o blog " Pétalas de sabedoria ", quando a Teresa Dias que me visita é do " Rol de leituras ". Coincidência nos nomes ou a mesma pessoa? Bem...acredito tratar-se da mesma pessoa, embora isso não tenha grande importância. Importante é o teu comentário onde me revejo; também não tive brinquedos, carinho muito e os " nãos " foram a resposta a birras feitas com frequência. Esta vivência fez de mim também uma " melhor mãe " e , apesar dos tempos terem sido outros os " nãos " estiveram presentes na educação dos meus filhos sempre que necessário. Os tempos mudam, as atitudes também , mas há certos valores que deveriam permanecer. Muito obrigada, Teresa. Um beijinho e fica bem
      Emilia

      Eliminar
    2. Emilia, o blog "Pétalas de Sabedoria" é meu.
      Não reparei que entrei no teu blog através dele.
      Passa por lá e deixa a tua opinião. Eu, adoro-o!!
      Beijo.

      Eliminar
  17. Querida amiga

    Viver a infância é a parte mais importante da nossa vida como ser humano. Tudo se aprende nessa fase e dali trazemos as boas e más recordações. É onde a nossa personalidade se forma e onde as nossas habilidades e competências se manifestam, sendo importante os nossos educadores estarem atentos a fim de encaminharem a criança no bom sentido. Assim, a nossa curiosidade e imaginação tem de ir de par com o desenvolvimento físico e psicológico. O mundo terá de estar aberto às brincadeiras, risos e alegria. Se presentemente há outros estímulos há que doseá-los na medida certa. Difícil, não é? Pois, mas não impossível. Sabemos que a vida moderna torna a vida dos pais num mar de preocupações e correrias. Porém, há uma coisa importantíssima: perdendo o contacto com a criança na infância jamais se poderá recuperar o tempo perdido.

    Querida Emília, muito obrigada por trazeres este tema. Interessa-nos a todos.

    Seguirei a tua sugestão.

    Beijinhos

    Olinda

    ResponderEliminar