terça-feira, 2 de abril de 2013

O PROBLEMA...SÃO OS OUTROS, SEMPRE...




principalmente OS POLITICOS


 "A sociedade ocidental moderna vive em um (in)determinado ritmo frenético no qual as mudanças ocorrem, de forma tão rápida e fugaz que, termos como verdade, certeza, solidez, segurança, estabilidade, valor etc., perdem ou mudam de sentido de forma extremamente imprevisível e inimaginável. Apesar disso, o dogmatismo cultural, sustentado na pretensão da certeza conceitual racional e totalizante, mantém a compreensão de que o mundo ainda é dividido em dois: o certo e o errado, o bem e o mal, o justo e o injusto, o crente e o ateu, o honesto e o desonesto etc. Uma dessas dicotomias pode ser vista, diariamente, quando as pessoas ou a imprensa falam da famigerada corrupção. É interessante ver como sempre nos referimos à corrupção estando ela, na terceira pessoa, seja do singular ou do plural. Assim, existem dois mundos: "o nosso" (sujeitos, ou quem fala); e "o deles" (objetos, ou de quem se fala). O mundo da sociedade que é honesta; e o mundo dos políticos que são corruptos. Nessa dicotomia, portanto, (im)posta pela fala, é na sociedade (honesta) que estamos inseridos; já no mundo dos políticos, sempre estão inseridos apenas os "outros", os corruptos. Assim, há sempre uma clara divisão: nós os bons, os honestos; e eles, os maus, os corruptos. Porém, nessa cisão, extremamente confortável para nós, que somos os bons e falamos dos maus, esquecemos, conscientes ou não, de algo que é inseparável: sociedade e política. Se há políticos corruptos, e há (evidente que não todos como é o senso comum imposta pela opinião pública e, principalmente, pela opinião publicada), não podemos esquecer de que eles são frutos da sociedade, dessa mesma sociedade da qual todos nós fazemos parte e criamos o bem e o mal, o certo e o errado o honesto e o desonesto. Quando não respeitamos a faixa de trânsito (seja a pé ou de carro); quando furamos uma fila de banco (ou qualquer outro lugar), quando corrompemos um policial para não sermos multados ou quando presenteamos ao "amigo" de qualquer órgão público ou empresa privada pela "ajudinha" para conseguirmos agilizar algo que buscamos, ou para ver publicado uma entrevista ou reportagem que nos interessa, estamos plantando ou proliferando a semeadura da desonestidade e da corrupção. É verdade que em nossa consciência entendemos que isso não é problema, isso não é desonestidade; é, sim, algo que todos fazem e quem não faz não é "esperto" e não consegue o que busca na repartição pública ou privada. Todos nós temos ou teremos algum problema ao longo da vida e, se algum dia precisarmos de nossas relações pessoais ou sociais para resolvê-los, praticando, para isso, "pequenas infrações legais", não consideramos essas práticas como um ato errado, mas um simples jeitinho para facilitar a nossa vida. Bem, se participamos do jogo quando nos interessa, não podemos nos queixar que ele exista ".


 Edson Luís Kossmann Dallagnol - Advogados Associados


Se queremos uma sociedade mais justa, mais honesta, menos corrupta, temos de começar por nós, mudando a nossa mentalidade e deixando de praticar " essas pequenas infrações  legais "; são pequenas, mas não são " legais " como muitas vezes pensamos.

Emília Pinto



38 comentários:

  1. Estamos a viver tempos em que desvalorizam os valores morais.

    Desta sociedade sem bases ,saíram alguns dos nossos políticos e muitos de nós.

    Há que começarmos por nós.

    Beijinhos.

    Lisa

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    1. Não podemos sempre só apontar o dedo, Lisa. Temos que tentar mudar as nossas atitudes se quisermos que um dia as coisas melhorem; os nossos filhos e netos estão a ser educados por nós e serão eles os políticos de amanhã; se não lhes incutirmos os valores morais, a sociedade nunca se livrará dos corruptos. Um beijinho, amiga e muito obrigada pela visita.
      Emília

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  2. Sobretudo é preciso ouvir os outros...Mas infelizmente é sempre o "eu", " eu sou o melhor do Mundo" e o "resto do pessoal" tem uma "mentalidade baixa"...
    Esquecem-se, no entanto, que muita dessa gente dita de "mentalidade baixa" tem muitos valores e príncipios que os que dizem ser "os melhores do Mundo" não respeitam, não têm.
    Deparo-me com isso diariamente...
    Obrigada pela visita...
    Beijos e abraços
    Marta

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    1. Tens razão, Marta, é fundamental ouvir os outros e não estar sempre a apontar o dedo como se nós fossemos os bons, os honestos, os donos da verdade. Infelizmente também eu me deparo com atitudes destas todos os dias, infelizmente. Um beijinho e muito obrigada pela presença sempre tão simpática. Sabe que a minha filha se chama Marta? Lindo nome!!!!
      Emília

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  3. As coisas mudam
    Depois de um tempo você começa a perceber que nada nessa vida é
    pra sempre e que tudo pode de alguma forma ser mudado,
    percebe também que as pessoas mudam, que os pensamentos mudam,
    e que se você não mudar, a vida muda você
    amar significa se dar por inteiro
    que verdadeiros amigos são,aqueles do qual sentimos
    saudades .
    Quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada.
    a natureza é a coisa mais bela na vida.
    Deus não proíbe nada em nome do amor.
    o julgamento alheio não é importante.
    o que realmente importa é a nossa paz interior.
    se pode conversar com estrelas
    se pode confessar com a lua falar das saudades,
    que inevitavelmente dói ,e feliz é aquele que tem motivos para
    sentir..
    Lindo e abençoado seja seu Dia bençãos de Deus
    para você ,Beijos e carinhos meus ,Evanir.

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    1. Agradeço-te do coração as tuas visitas sempre tão carinhosas. Um beijinho muito especial e espero que os teus dias sejam repletos de momentos felizes.Fica bem, Evanir!
      Emília

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  4. É verdade o que este texto diz e merece ser reflectido.
    Um bj. Irene Alves

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    1. Também acho que precisamos refletir sobre o que este texto diz, pois temos sempre a mania de classificar os outros de corruptos e desonestos, mas, se pudermos, lá vamos nós tentando corromper alguém. Obrigada pela visita e um beijinho muito especial, Irene.
      Emília

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  5. Um texto apropriadíssimo, para nosso tempo. Corrupção,desonestidade, sempre existiram mas atualmente está insuportável.
    Quanto ao seu comentário, depois do texto, quero dizer-lhe que eu não quero uma sociedade "mais honesta","menos corrupta"...eu quero, isto sim, uma sociedade honesta, incorruptível, de forma integral.
    Falam em utopias! Há utopias que se realizam...é como sonho, a gente espera que se realize...

    Beijos, Emília!

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    1. O que seria de nós sem a Utopia, esses presente que nos chega às mãos, oferecido pela vida? Um presente embrulhado em papel dourado com um bonito laçarote de fita verde acetinada, um verde de esperança; agarramos nesse laço e colocámo-lo junto ao peito, levando-o para todo o lado. Um dia veremos a tal sociedade que tu, Lúcia e penso que a maioria quer, uma sociedade integralmente " honesta, incorruptivel. Espero e creio que o sonho se tornará realidade, se todos colaborarmos, incutindo nas nossas crianças o valor da justiça, honestidade direitos, obrigações e oportunidades iguais para todos. Um beijinho, amiga e...sigamos em frente com a nossa Utopia no coração Palavra linda, a UTOPIA!
      Emília

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  6. Um bom texto para todas estas atualidades, que parecem anunciar o "tal fim do mundo".
    Sei que há-de vir alguém ,que vai travar todo este processo decadente,não há respeito por ninguém,a justiça ou injustiça é feita na rua,segurança nenhuma.
    Corruptos ou honestos? Todos pertencemos à mesma sociedade,mas ao nascer já vêm escalões diferentes,trilhando diferentes caminhos e assim se vai desencadeando o processo,pelo meio, como se costuma dizer" A ocasião faz o ladrão",aí vão nascer umas série de fatores ,que leva o individuo a continuar na honestidade ou numa corrupção constante.
    Assim aposto NA EDUCAÇÃO, começo em casa, se nesta não for possivel,que dêm liberdade aos professores ,para a darem nas Escolas,(aulas de cividade) assim formaremos Homens para o Amanhã.
    Até breve
    Herminia

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    1. É em casa, sim, e desde bem pequeninos, que se deve incutir nas crianças esses valores de honestidade em todas as nossas acções. Para isso temos que dar o exemplo, acabando com aqueles pequenos actos que praticamos quando precisamos do tal " jeitinho " para a resolução de um problema. São actos que aparentemente não prejudicam ninguém, que parecem inofensivos, mas o que é certo, é que, mesmo inconscientemente estamos a colaborar para a construção de uma sociedade que não se rege pelo valor da pessoa, mas sim pelo seu poder seja financeiro, seja de influência em determinada área. E é precisamente neste aspecto que o texto nos chama a atenção e é também aqui que reside a nossa dificuldade, a dificuldade em não nos valermos de conhecimentos e amizades que poderão em algum ponto resolver o nosso problema. Um beijinho, Hermínia e obrigada pelo comentário. Onde está a dita dificuldade em escrever???? Não vejo nenhuma. Boa noite, patroa!
      Emília

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  7. Resumindo e utilizando a sabedoria popular portuguesa: "É mais fácil ver uma palha no olho do vizinho do que uma trave no nosso".
    Temos, efectivamente, que rever a nossa maneira de pensar.

    Bom final de semana

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    1. Obrigada, São, por me recordares esse velho ditado popular. O povo é muito sábio! Sabemos muito bem ver a corrupção e desonestidade nos outros, mas, não sermos capazes de ver que muitas vezes contribuímos para isso é de facto uma falha muito grande. Como bem dizes : " temos efectivamente que rever a nossa maneira de pensar ". Beijinhos e muito obrigada pela visita. Um bom fim de semana
      Emília

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  8. Crer em Deus e nos Seus planos nos
    traz a serenidade que só a fé pode trazer e
    nos conduz à fonte do prazer de viver,
    da qual beberemos e da qual seremos saciados.
    Benditos somos nós, donos de uma força que ignoramos e
    herdeiros de um Pai que nos recebe de braços abertos
    cada vez que decidimos voltar pra casa.
    Carinhosamente te desejo um abençoado final
    de semana.
    Que Deus abençoe você paz amor e luz.
    Beijos no coração carinhos na Alma,Evanir..

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    1. Muito obrigada, Evanir. Um bom fim de semana e que tudo lhe corra bem, sempre com muita saúde.
      Emília

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  9. Querida amiga

    Eis uma abordagem da nossa postura perante a vida de que nem sempre tomamos consciência. Seguimos a concepção maniqueísta da sociedade, o bem e o mal, e, realmente, atribuímos aos outros o lado errado, numa posição extremista esquecendo os nossos próprios defeitos. O autor tem razão, há tantas pequenas coisas no dia-a-dia que se permitem, que nos permitimos fazer e, contudo, consideramo-nos os bons.

    Mais um excelente texto a exigir muita reflexão.

    Um bom fim de semana.

    Bjs

    Olinda

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    1. É isso. Olinda. Vemo-nos numa sociedade em que sempre nos foi permitida a pequena prevaricação fazendo com que nunca nos dessemos conta de que, apesar de pequena, não deixa de ser condenável. Mas, como nunca é tarde para começar e também como somos os responsáveis pelos valores morais das gerações futuras, há que mudar a mentalidade e recomeçar com novos propósitos: antes de apontar o dedo para o que se passa nos nosso mundo, temos que olhara para nós mesmos e refletir no nosso contributo para este estado de coisas. Um beijinho, amiga e muito obrigada pelo comentário que sempre enriquece a mensagem que aqui tento deixar. Um bom começo de semana!
      Emília

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Completamente de acordo .
    É raro pensarmos que , por exemplo, temos o País que merecemos ,
    e que temos de nos tornar na mudança que queremos ver , tal como diz Mahatma Gandhi .

    Um beijo , Emilia , e bom fim de semana ,
    Maria

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    1. Nunca pensamos isso, Maria, mas é a pura verdade; esta geração é fruto dos que a criaram e educaram assim como a futua será fruto do exemplo que dermos aos mais novos e aqui reside a nossa quota parte de culpa. Temos que mudar a nossa mentalidade se quisermos que a dos outros mude. Um beijinho, amiga e muito obrigada pelo carinho. Uma boa semana
      Emília

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  12. Mais fácil sempre culpar alguém, bom fim de semana beijo Lisette.

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    1. É muito mais fácil e é isso o que constantemente fazemos. Custa muito admitir que também erramos e colaboramos para que esta sociedade seja do jeito que é. Um beijinho, Lisette e muito obrigada pelo seu contributo a este tema que necessita de uma profunda reflexão por parte de cada um de nós.
      Emília

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  13. OI EMÍLIA!
    TEXTO REAL, CADA POVO TEM OS GOVERNANTES QUE MERECEM.
    MAS, DEVEMOS NOS RECICLAR PARA AÍ ENTÃO PODER COBRAR DE QUEM NOS DEVE.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Somos nós que colocamos os governante pelo voto, mas, quando vamos para escolher, temos dificuldades em colocar os mais honestos, pois eles estão em vias de extinção. Mas, por outro lado temos de concordar que nós também tentamos corrumper e participamos em pequenas desonestidades. Não aceitamos isso, porque, claro, somos os bons, os honestos e o que praticamos é uma pequena parte do que vemos por aí; é pequena, mas é igualmente ilegal. Isto é o que temos de " meter na cabeça " se quisermos ter uma geração futura mais honesta. Obrigada, amiga e fica bem! Um beijinho carinhoso
      Emília

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  14. Isso fez lembrar de minha filha que é pequena e sempre coloca a culpa nos outros, até na gata, para dizer que não foi ela. Aí... desconfio mesmo! E claro, sempre venho com o sermão sobre se dizer a verdade e assumir os erros.

    Beijos

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    1. No que dizes, Sissym, está a prova de que compete a nós escolher o tipo de cidadãos que queremos para o futuro. Desde bem pequeninos que devem saber o que é certo e o que é errado; de deixarmos para mais tarde a educação neste e noutros aspectos, já iremos tarde demais. Um beijinho, amiga e muito obrigada pela visita. Uma bela semana!
      Emília

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  15. Querida amiga,
    Facil e difícil. Dois antonimos que tornam o possivel em impossivel e vive-versa. Coisas fáceis que tornam a vida "infernal" coisas difíceis que ultrapassamos com a "facilidade" das coisas possiveis...Assim é, a vida que depende das nossas emoções , do nosso livre arbitrium. E só agora depois do quarenta sabemos discernir- nem sempre fácil- e que devemos e/ou podemos fazer. Integrados na sociedade, agimos como um todo como se não fazendo igual( o errado...) estivéssemos a prevaricar. Hoje mais do que nunca, depois de tantos anacronismos quero pautar a minha vida pelo que penso, pelo que sou, pelo que me é possivel querer. Muitas coisas erradas se cometem.Mas, depois de nos conscializarmos, sem a culpa (que nos oprime), mas perdoando-nos, prometendo a nós próprios não voltar a cometer o mesmo erro, penso ser aqui sempre o inicio de uma vida nova depois de experiências julgadas impossiveis. Desde que não ofenda, desde que não prejudique o prõximo,urge a libertação das amarras com que fomos criadas para que agora a vida sorria. Serão assim os dias onde estamos incluidos como se todo este descalabro fosse provocado por nós e onde a corrupção continua impune, escondida, com colarinhos cada vez mais brancos...
    E essa sensibilidade Emília, toca-me profundissimamente perguntando-me se é porque "sabe o que sei" ou algo mais sabe que eu não sei...
    Obrigada pelos seus comentários sempre tão carinhosos, belos!
    Bom Domingo, bji à Heminia
    Terno abraço para a Emilia

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    1. Com o passar da idade, Manuela, vamos ficando mais assertivas e temos a obrigação, pela experiência de vida, de reconhecer os erros que cometemos e, sem culpas, tentar não voltar a cometê-los. É difícil, pois a sociedade nem sempre nos permite seguir a linha traçada, mas, temos aquela força dada pelos anos que nos pressiona para sermos a cada dia melhores; temos que nos pautar pelo que somos, pelo que pensamos, pelo que queremos para o futuro da geração que estamos a criar. Ela é fruto dos nossos erros, dos nossos acertos, das nossas tentativas de melhora. Não somos perfeitos e ninguém o é e é essa imperfeição que temos de aceitar, tentando a cada dia que começa uma nova mentalidade, tendo sempre em conta que somos responsáveis pelos futuros cidadãos e portanto essa mentalidade nova é fundamental como educadores que somos. É isto que sei, Manuela, embora saiba da dificuldade em dizer que sei.
      Eu não sei o que sabe, mas, quando a minha alma se embrenha nas suas palavras ela não sabe o que está por trás dessas palavras, mas sente que à sua inquietude se juntam inquietudes de outras almas e isso muitas vezes a aquieta; ontem ao cair da tarde as "brisas" me sopraram algo que eu sabia mas teimava em não querer saber...confirmaram-me... disseram-me peremptóriamente :" tens de saber " ; custou, mas aceitei... triste, mas...aceitei e agora...SEI!. " Algo mais sabe que eu não sei "...talvez, Manuela, mas parece-me que se calhar sabe o mesmo que eu; a vida é igual para todos e há alturas em que ela a cada um de nós sussurra algo mais que não queriamos saber, mas que somos forçados a saber.. Este seu belo comentário enriquece muito o debate que sempre pretendo com os temas que aqui coloco e isso agradeço-lhe muito Manuela. É muito gratificante " saborear" as suas palavras e por isso a espero sempre. Um beijinho muito carinhoso e os votos de que tenha uma bela semana. Muito obrigada, amiga!
      Emília

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  16. Olá Emília!
    A tua publicação é de extrema actualidade! Quase todos nos queixamos da falta de bom senso, da corrupção, da falta de honestidade em pequenos nadas do dia a dia...
    Muitos jovens chegam às escolas com falta de educação de base, pois os país já se demitiram e até nem têm eles próprios quaisquer regras de sã conduta.
    Onde se perdeu essa noção de lealdade, de respeito pelo próximo e por nós próprios, de regras de conduta social e de bons costumes? Não sei!
    A mim espanta-me, quando assisti a breves trechos de um famigerado programa" A casa dos segredos" com uma apresentadora completamente desmiolada ( mas está a ganhar a vidinha) , dizia eu, espanta-me ver pessoas de outros tempos, com cinquentas, sessentas anos e vão aplaudir e ver os filhos /as naquela promiscuidade e bandalheira total, para não dizer mais nada...
    O que se passou na cabeça de gente do meu tempo, que lhes mudou por completo a mentalidade?! Isto é ser moderno?!
    Claro que programas daquele baixo nível deviam ser banidos...mas em nome da liberdade tudo é permitido e cada um " come do que gosta"!
    Um outro exemplo recente, que o país inteiro tomou conhecimento, a falta de vergonha e
    a irresponsabilidade do Sr. Relvas, um Chico esperto como muitos outros,mas este num lugar de destaque. Não lhe acontece nada? E ao Reitor que lhe deu as equivalência e sumiu?! Não vai ser responsabilizado?!
    Muito mais teria para dizer, mas por agora basta!
    Um abraço amigo.
    M. Emília

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  17. Quero acrescentar que não sou nenhum poço de virtudes...cometo erros... mas tento emendar-me e procuro não prejudicar ninguém.
    Não penso só em mim... os outros,os que me rodeiam são" gente" e são importantes.
    Um beijo.
    M. Emília

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    1. Fiquei até sensibilizada com o teu comentário, Maria Emília, pois as interrogações que colocas, o teu espanto perante determinadas atitudes, são as minhas também. Não sei onde foram parar aqueles valores que nos foram transmitidos pelos nossos pais que, apesar das dificuldades daqueles tempos nos ensinavam o respeito pelos outros, o respeito pelas instituições e pelos mais velhos. Hoje isso tudo é " demodé". Quanto aos programas a que aludes, há muito que nem sequer sei do que tratam; depois do 1º big brother nunca mais assisti a esses programas que considero uma ofensa à nossa inteligência. Muito lutámos pela liberdade e temos que dar graças por tê-la conseguido, mas infelizmente não a temos sabido usar convenientemente. Os meios de comunicação deixaram de ser censurados e ainda bem, mas, sabendo da grande responsabilidade que têm na formação das pessoas e especialmente na formação dos jovens deveriam com muito orgulho escolher criteriosamente os seus programas, sem estarem preocupados com audiências; só lucrariam com isso na minha opinião; infelizmente não é isso o que acontece. Costumo dizer que os programas bons passam sempre em horários que ninguém pode ver. Um que às vezes vejo e que gosto muito é o Portugal em directo, no canal 1, mas passa às 18 horas. Quem assiste? Ninguém, pois estão a trabalhar. Depois há na sic notícias, ma rtp informação e canal 2 programas interessantíssimos, mas que passam muito depois da meia noite. Quem vê? Umas poucas pessoas que, como eu têm dificuldade em adormecer cedo e não são obrigados a levantarem-se cedo para o trabalho. Dado isto, o que se poderá mais dizer? O que importa são as audiências, o dinheiro, enfim. Dizem que é disto que o povo gosta e aí eu pergunto? Mas, têm outra opção? Não têm; ou vêm isto ou então nada. Claro que o sr Relvas é " um Chico esperto como muito outros " , mas fez parte de um governo e aí está a sua máxima responsabilidade; o pior é que vimos no governo muita gente a defendê-lo, porque, claro a maioria é " um Chico esperto ". Também sei com toda a certeza que" não sou um poço de virtudes ", mas sempre tentei viver conforme o que me foi ensinado tanto pelos pais quanto pelos professores que, naquele tempo, eram respeitados como mereciam, não só pelos alunos, mas principalmente pelos pais. Ai de mim se chegasse a casa e criticasse o professor; ele estava sempre certo e eu tinha que respeitar. Isso ensinei também aos meus filhos que nunca foram capazes de acusarem um professor em casa; qaundo isso acontecia e eu via que eles tinham alguma razão dizia-lhes, para, antes de começar a aula, conversar com o professor e apresentar-lhe as suas razões; deu sempre certo e nunca foi preciso a minha intervenção; aliás, só em algum caso extremo a faria, mas, casos extremos não existem, só na cabecinha de alguns pais. Hoje os primeiros a desrespeitarem os professores são os pais; criança manda e pais e professores obedecem. Sabe, Emília, quando publico um tema, em geral é porque esse assunto me preocupa; tento assim promover um "debate " e uma reflexão. Fico muito feliz quando isso acontece e é graças aos amigos que aqui vem que o consigo; e aqui está uma prova, neste seu belo comentário, expondo com clareza a sua opinião sobre este assunto. Agradeço-lhe muito por isso, Emília e espero continuar a tê-la cá sempre com as suas ideias e experiências. Claro que muito mais haveria a dizer sobre isto, tanto da sua parte quanto da minha, mas com certeza que haverá outras oportunidades para abordarmos este tema. Um beijinho carinhoso e uma bela semana
      Emília

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  18. É fácil acusar sem ver as causas nem desculpar os erros.
    Olhando para dentro de nós devemos recolher esse dedo acusador e limitar as nossas críticas cegas.
    Devemos antes de acusar alguém procurar saber porque aconteceu e quais os motivos e razões. Ainda se isto não bastar podemos fazer um exercício de espera e de perdão.
    É muito mais rico aquele que perdoa do que aquele que lança farpas de crítica e mau humor

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    1. E ao fazermos esse exercício de espera, Luis, com certeza que encontraremos defeitos em nós mesmos e descobriremos erros que cometemos e continuamos a cometer. " É fácil acusar " e muito difícil reconhecer os nossos erros. Mas...ainda há tempo de mudar, não é verdade? Um beijinho, amigo e muito obrigada pela visita. Fica bem!
      Emília

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  19. Oi Emília e Hermínia,
    Um assunto que instiga a todos_ claro que ver defeitos nos outros é mais fácil_no entanto tem coisas tão claras e tão espantosas que só nos deixa a condição de julgar ou seja 'apontar o dedo'.
    Na vida secular erramos todos mas na vida pública a responsabilidade é maior pelo exemplo que fica explícito aos jovens , principalmente, os homens de amanhã.
    Gosto quando podemos avivar nossa memória com temas comuns,nessa alturas tenho me poupado e preferido ler poesias...rs
    Queridas meninas, obrigada pela presença e carinho e esperemos que a ética e a honestidade seja um fator importante na nossa e na vida dos nossos políticos_ os maiores vilões da história,
    abraços muitos abraços

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    1. Muito obrigada,lis, pela tua visita sempre tão carinhosa. É claro que quem está no topo das instituições, do desporto, etc, têm um exemplo muito grande a dar e por isso deveriam ter a preocupação com a formação dos mais jovens e deveriam reger-se pela ética e honestidade; infelizmente isso não acontece, Lis, nem aí nem aqui. Os políticos estão cada vez mais corruptos e, se queres que te diga, não vejo alternativas para estes que estão agora no poder; é tudo a mesma coisa. A nossa responsabilidade é menor, mas não menos importante, tendo em vista que somos os educadores dos políticos de amanhã e aí é que está a nossa responsabilidade; se não soubermos dar o exemplo aos filhos e netos, a corrupção e desonestidade continuarão. Um beijinho, amiga e um dia destes aí estarei para te acompanhar na leitura da poesia, poesia em palavras e imagens. Fica bem! Até breve!
      Emília

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