terça-feira, 12 de setembro de 2017

A LINGUAGEM...



....e o Povo

Esta nossa língua portuguesa está a reclamar os seus panegiristas, galhardos paladinos que a defendam e enalteçam, de tal maneira deve andar envergonhada do desprezo com que tantos a maltratam, e bem saudosa do vivo amor que tantos lhe sagraram. O autor da «Côrte na Aldeia» já clamava com mágoa, quando tecia encómios à sua amada língua: «Para que diga tudo, só um mal tem, e é que, pelo pouco que lhe querem seus naturais, a trazem mais remendada que capa de pedintes.» Que faria se ele a visse agora!
É preciso que defendamos a sua pureza e a sua beleza! Não é isto certamente aplaudir «puristas», que a queiram converter em língua morta, nem certos humanistas que jamais compreenderam a vida das palavras, os seus estádios, a sua evolução latente - toda uma biologia, enfim, como a de outros seres organizados. O que é indispensável é proteger os seus foros e o seu carácter, neste idioma tão dócil que não há estado de alma que não revele, língua tão rica de perspectiva e de sonho, profunda e esbelta, apurada ou enérgica, ave a gorjear nas toadilhas pastorais, ou reboante e magnífica no clangor da epopeia. A língua brota dos sulcos fecundos da terra, para o artista e o poeta a modelarem, insuflando-lhe depois a emoção e a graça. Assim a voz da cotovia matinal que, alando-se da gleba, se dilui no vasto azul dos céus em melodia e sonho... Bulhão Pato dizia-me que conversava muito com malteses para dar sal à língua. E não há, na verdade, melhor sal que o do povo. É ver, por exemplo, no teatro de Gil Vicente como ele lha tempera e lha faz saborosa!

 Fonte In "Paladinos da Linguagem", 3.º vol.

 Júlio de Sousa Brandão

QUEM FOI?


Escritor português nascido em V. N. de Famalicão a 9 de Agosto de 1869 . Faleceu no Porto a 9 de Abril de 1947
Em 1874, a sua família mudou-se para o Porto onde viveria o resto da vida. Arqueólogo, foi também professor na Escola Infante D. Henrique, director do Museu Municipal do Porto e sócio da Academia Nacional de Belas Artes. Enquanto escritor deixou uma vasta obra como poeta, ficcionista e publicista, marcada pela simplicidade e imaginação. Colaborou no semanário Branco e Negro [1] (1896-1898) e em diversas revistas portuenses, com destaque para A Águia; também se conhece colaboração da sua autoria nas revistas Arte e vida [2] (1904-1906) e Serões[3] (1901-1911), e ainda nas revistas luso-brasileiras Brasil-Portugal[4] (1899-1914) e Atlantida[5] (1915-1920). Entre 1929 e 1933, dirigiu a revista Soneto Neo-Latino, de Vila Nova de Famalicão. Fez parte do grupo dos nefelibatas e participou na corrente simbolista


inWikipédia


No post anterior falei de um escritos de Vila do Conde, hoje homenageio um da minha terra, de Vila Nova de Famalicão onde existe uma escola com o seu nome, Júlio Brandão


Emília Pinto

31 comentários:

  1. Ele tinha uma preocupação bem coerente...Valeu ler! bjs, linda semana,chica

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    1. Tinha, sim, e se vivesse hoje maior seria essa preocupação. Chica, muito obrigada pela visita. Um beijinho e fica bem.
      Emilia

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  2. Defender, expandir e deixar que fale intensamente...
    Ás vezes, lê-se textos tão mal estruturados e com palavras tão frias....
    Defenda-se a língua...
    Obrigada pela visita
    Beijos e abraços
    Marta

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    1. É verdade, Marta, cada vez vemos a nossa lingua, mais maltratada e os jovens com o uso das novas tecnologias cada vez escrevem menos, tornando-se alguns incapazes de elaborar um pequeno texto. Obrigada, amiga, pelo carinho da visita e desejo-te tudo de bom, a ti e os teus. Beijinhos
      Emilia

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  3. Um texto escrito em 1923 , e que em certa medida , se encontra mais que actual .
    Há pessoas a escrever e falar bem , claro , mas há muitas que para " ganhar " tempo maltratam bastante a língua . Uma das coisas que me incomoda é abuso das abreviaturas .
    As sms , digamos mensagens , fez aparecer esse uso . Os mais novos , ainda que também seja prática pelos que não o são , são peritos nessa prática . Daí as suas dificuldades e até desinteresse pela escrita e leitura .
    Uma óptima publicação Emília .[ e não podemos esquecer , sobretudo os mais patriotas , " a língua é a nossa Pátria " ]

    Forte abraço , com um beijo dentro , Emília ,
    Maria

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    1. Maria, se este escritor vivesse hoje mais escandalizado ficava, principalmente por ver jovens licenciados incapazes de elaborarem um texto, precisamente por usarem as novas tecnologias escrevendo por abreviaturas. Às vezes recebo mensagens de adolescentes que custo a entender, porque não escrevem duas frases com palavras completas. E é como dizes, " perdem o interesse pela escrita e pela leitura"
      Maria, fico muito contente que tenhas gostado e agradeço-te a visita e o assertivo comentário. Beijinhos e....não me esqueci de tirar o beijo de dentro do abraço que agradeço muito
      Emilia

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  4. Gostei de ler. E fiquei com vontade de conhecer o escritor, de quem só conheço o nome.
    Abraço

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    1. Fazes bem, Elvira! É um escritor da minha terra e tem uma escola com o seu nome. Beijinhos e muito obrigada
      Emilia

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  5. Olá, confesso que não conheço o escritor Júlio de Sousa Brandão, talvez o mesmo devesse recomendado principalmente ás novas gerações.
    Continuação de boa semana,
    AG

    És um rapaz instruído,
    És um doutor; em resumo:
    És um limão, que espremido,
    Não dá caroços nem sumo

    António Aleixo

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    1. Em primeiro lugar quero agradecer-te esta estrofe de António Aleixo que diz muito desta nossa mania de tratar todos de " doutor " . Bem espremidinhos, nada ee importante sai deles. Na realidade, pouco se sabe de Júlio Brandão, por isso resolvi dá-lo a conhecer; é da minha terra e por isso merece. Beijinhos, António e muito obrigada pela visita.
      Emilia

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  6. Se Júlio de Sousa Brandão voltasse à vida e lesse o que por aí se escreve... morria de novo, de ataque cardíaco.
    Eu, que defendo com todas as armas a nossa bela língua portuguesa, e procuro escrevê-la respeitando-a, aflijo-me com tanta "porcaria" que vejo por aí escrita, e não só pelos jovens irreverentes (a estes até se perdoa...) mas a pessoas responsáveis (ou que dizem que o são...)
    Penso que é necessário e urgente combater esta onda de "K's" e outras abreviaturas que só servem para mostrar ignorância.
    Minha querida Emília, desculpa se pareço um pouco dura, mas, tratando-se de língua portuguesa, sou muito exigente.

    Obrigada pelas boas vindas na minha "CASA".

    Continuação de boa semana.
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

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    1. " Pareces um pouco dura "?. Mariazita, se escolhi este texto foi precisamente por pensar dessa msneira; fico com pena de muitos dos nossos jovens que se veem incapacitados de escrever um pequeno texto por estarem tão habituados a essas abreviaturas. A ideia de escolher este escritor foi dá-lo a conhecer, pois pouco se fala dele; é da minha terra, mas não me lembro de alguma vez o ter estudado. Agradeço-te imenso o teu carinho e espero que tenhas encontrado, no teu regresso, tudo em ordem. Beijinhos, amiga!
      Emilia

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  7. As palavras do escritor são perfeitamente atuais. Talvez, até, com maior acutilância.
    Obrigado pela partilha, não conhecia o texto.
    Bom fim de semana, amiga Emília.
    Beijo.

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    1. Muito obrigada, Jaime. Não conhecias o texto e eu também não, apesar de prrtencer a um escritor da minha terra. Aprendemos od dois. Um beijinho e um bom fim de semana
      Emilia

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  8. Querida Emilia, estou vendo que cada vez mais o Português, seja do Brasil, seja de Portugal é muito mal tratado. Lembro quando entrei na Internet, há anos, fiquei abismada por ler tantas abreviações (eu não entendia, também eram erradas rs), mas que preguiça era aquela de escrever um "você" abreviado? E tantas coisas mais? Há de cuidarmos da nossa língua, sei que com o tempo algumas coisas modificam, certamente, antigamente farmácia era 'pharmácia', 'biographias', etc, mas hoje há um abuso, não em textos que muitos cuidam quando escrevem, mas em comentários e nas redes sociais é um espanto! Não consigo entender. Acho que os colégios deveriam falar aos jovens, chamar a atenção, mas eles estão muito à vontade, assassinando a língua. Oportuna postagem.
    Beijo, uma boa semana!

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    1. É, Tais, cada vez há mais formação, mas a nossa querida lingua está cada vez a ser mais maltratada; hoje vemos licenciados a darem erros de português que são inadmissivesi e alguna jovens, com essa mania das abreviaturas , não são capazes de elaborarem um pequeno texto. É triste, mas, pelos vistos não é só agora, só que, penso, nos tempos actuais desculpa-se menos, pois as condições são outras . Querida amiga, muito obrigada pelo carinho e desejo-te muita paz e saúde. Um beij7nho
      Emília

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  9. O Português anda a ser estropiado indecorosamente e , sendo uma Língua felizmente viva, não necessita de Acordos sem sentido.


    Beijinhos, amiga, bom resto de domingo e boa semana

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    1. Tens razão, São. Eu sou a favor das mudanças na lingua, pois ela é viva e portanto tem que se actualizar, mas, quanto ao acordo, achei um pouco exagerado. Se é para que se escreva da mesma maneira em todos os paises que falam o português, para quê tirar os acentos ? No Brasil sempre se usou e usa acentos. Nós titamos algumas letras que não se pronunciam e acho bem, mas como é que o brasileiro vai tirar uma letra se ele a lê? Por exemplo, excepcional, aqui não se pronuncia o " p", mas o brasileiro pronuncia, então, não a escreve ? E, como este, há outros casos e portanto a língua não vai ficar igual aqui e lá. Eu ainda não estou bem por dentro deste acordo, mas tenho a impressão que lá vão continuar a escrever as letras que lêem e nós a tirå-las. Penso que seria melhor deixar cada país com o seu modo de escrever, pois a riqueza da nossa língua está precisamente nesta diversidade. Agora lembrei-me desta palavra, " catorze " usada por nós e " quatorze " usada no Brasil, como ficou depois do acordo? Se queres que te diga, São, também não entendo por que usamos catorze, se dizemos e escrevemos " quatro e quarenta " Bem, acordos à parte o que importa aqui, é os erros que ouvimos e vemos dados muitas vezes até por professores o que é inadmissivel. Beijinhos, São e muito obrigada pela visita.
      Emilia

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  10. A nossa língua materna é realmente muito maltratada. E não é só por gente jovem. Há jornalistas, políticos e até escritores que nem se apercebem dos imensos erros que dão a escrever e principalmente a falar...
    Gostei muito de ler o texto de Júlio de Sousa Brandão. Obrigada pela partilha.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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    1. É uma coisa que me " arrepia ", Graça, ver jornalistas a darem erros de português e, infelizmente professores também. Conheço uma professora primária que usa o verbo haver no plural e, sendo minha amiga, às vezes penso em chamar a atenção dela, mas nunca o fiz. Este é um erro muito frequente, mas numa professora primária não se admite. Muito obrigada, amiga, pelo carinho da visita. Um beijinho e tudo de bom para ti e para os teus.
      Emilia

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  11. Quando Fernando Pessoa diz " a minha pátria é a língua portuguesa" , intuitivo como era, sabia porque o dizia.
    Antes, a ignorância era a razão de todos os males.Hoje, não havendo tanta ignorância- pelo menos é o que consta- há a ignorância de não se reconhecer a sua própria ignorância...
    Beijinhos, querida amiga Emília! **

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    1. " Pelo menos é o que se consta ", Manuela, pois a realidade é outra muito diferente. Hoje a informação é muita, a formação também e os erros no português são demasiados na televisão, nos jornais e até em livros, mas os que mais me chocam são aqueles que os professores cometem; sempre disse que a minha paixão era o ensino, embora nao tenha sido professora ( opção errada... ), tenho uma filha professora e admiro muitissimo esta profissão, mas acho imperdoável que errem a escrever ou a falar o português, mesmo que sejam professores de outras disciplina. Querida
      amiga, era bom que a ignorância fosse só a referente ao português, mas infelizmente há outros tipos de ignorância que nos abalam muito mais. Espero que estejas bem, que a serenidade esteja a voltar ao teu coração e que a alegria comece a reinar aí na tua casa, apesar do vazio que com certeza ainda sentes. Fiquei muito contente por te " ver " aqui. Muito obrigada. Um forte abraço, amiga!
      Emilia

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  12. Olá, querida Mila!

    Conheço pouco deste escritor da tua terra, mas gostei bastante, mas bastante mesmo do conteúdo do texto, k (ai, lá vêm as abreviaturas, k ferem a Língua Portuguesa (rs), dele publicaste.

    É um texto erudito, com palavras próprias do seu tempo, e que, embora continuem a fazer sentido, são mto menos usadas, naturalmente. Gosto da Biologia e da Química da Língua, k nem todos conseguem abarcar ou sentir.

    Sou a favor do AO de 1990, mas tenho a mesma opinião k tu, no geral. De qquer maneira, sei k um brasileiro, por enqto, vai continuar a escrever como escreveu o seu pai, mas o tempo vai encarregar-se de alterar, sobretudo mentalidades, e espanto-me que os mais progressistas, em tudo, não aceitem mudanças, qdo a Língua não é uma entidade morta, ou seja, recebe influências e dá outras, daí o bué constar já no dicionário e conheço algumas pessoas, que estiveram em África, no tempo da colonização, e k ainda hoje usam termos de lá, como machimbombo, por exemplo. Why not?

    Vamos continuar, pke o tempo e as novas gerações se encarregarão, aliás, já o estão a fazer, de mudar a Língua, adaptando-a aos novos tempos.

    Beijinhos e boa semana.

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  13. Concordo, plenamente, Céu, a nossa lingua é viva e por isso, se não me engano, já é a terceira vez que há mudança; se assim nao fosse ainda hoje estariamos a escrever o português arcaico que tanto trabalho deu a quem seguiu linguas e teve de estudar o português mais a fundo. A única coisa que me custa a aceitar é acabarem os acentos e termos de ler a frase toda para sabermos se paramos ontem ou se paramos agora.; no Inglês é assim, mas é uma lingua pobre que tem uma só palavra para vários significados, enquanto a nossa tem muitas palavras para um só significado. Céu, como sempre, um comentário pertinente que agradeço muito. Espero que estejas bem e que as obras já tenham terminado. Um beijinho
    Emilia

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  14. Obrigada, Emílaa pelo carinho.
    Não consegui comentar o teu post, pois estou num momento de dor intenso...não sei como irei viver sem ver a minha mãe...sem o meu porto seguro.
    Cheguei há pouco de Coimbra onde foi sepultada para ficar ao lado do meu pai.
    O blogue continuará activo, mesmo não comentando, pois tenho bastantes posts agendados.
    Neste momento não consigo pensar em nada.
    Beijinhos.
    Elisa

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    1. Querida Lisa, imagino bem a dor que estás a sentir e a saudade que vais ter da tua mãe e tenho muita pena de não te poder ajudar; nestas situações tão dolorosas não há nada que ajude a não ser chorar e deves fazê-lo sempre que tiveres necessidade. Só o tempo será capaz de diminuir esta dor tamanha. O que faço com muito carinho e amizade é deixar-te um forte abraço e nele os meus desejos de que tenhas coragem e força para seguir em frente. Obrigada por, mesmo tão sofrida, teres vindo cá.
      Emilia

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  15. Ola Emília!
    Gostei muito de ler o texto do Escritor Júlio de Sousa Brandão. Tanto a língua portuguesa quanto a brasileira está sendo maltratada. Devido à modernidade, o desenvolvimento a cada dia mais rápido da tecnologia, as pessoas não escreve tantos quanto antes, e vai se perdendo o conhecimento do que é correto e o que não é. São muitas abreviações, falta pontuações... E nas redes sociais quase ninguém escreve mais como antes. A moda é só compartilhar. Muitos nem ler o que estão compartilhando... Por isso não faço parte mais de rede social. Já me enchi de tudo isso.
    É bastante visível que vivemos numa sociedade em que a prática da leitura e a escrita, não é valorizada como instrumento de crescimento pessoal e/ou profissional. Triste mais é real.
    Continuação de boa semana!
    Um beijo amiga.



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    1. Que bom " ver-te por cá, Smareis! Tens toda a razão, amiga, hoje os jovens deixam-se levar pelos teclados e usam abreviaturas, perdendo assim capacidade de adquirir vocabulário, E com grande tristeza que digo que conheço alguns cuja escrita me custa a entender e não sei como vai ser quando, no emprego, tiverem de escrever alguma coisa. Quanto às redes sociais, amiga, não uso nenhuma, pois também fico bastante incomodada com certas coisas que vejo. Muito obrigada pela visita e pelo belo comentário. Espero que esteja tudo bem contigo e com os teus e, sempre que puderes aparec para um cafezinho, certo? Beijnhos
      Emilia

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  16. Imagino, o que não teria Júlio Brandão a dizer sobre o novo Acordo Ortográfico... seria para ele uma grande deceção... nos meus tempos... decepção... quando as palavras respeitavam a latim... agora... até dá vontade de latir... quando vejo incongruências inexplicáveis... jamais entenderei, por exemplo porque Egito, perdeu o "p"... enquanto por lá vão morando os egípcios... com "p"... O que é um fato (de vestir), e que deixou de ser um facto... é que coisas assim... escapam ao meu entendimento... enquanto simples espetadora (do verbo espetar, quando antes seria espectadora)... de toda esta insanidade, que se deixou acontecer... à nossa língua portuguesa.
    Que está assim, tipo... uma desgraça!!!! :-D (Jamais entenderei porque os jovens de agora falam a palavra tipo, para aí mais de 50 vezes, em 2 ou 3 frases seguidas!).
    Tenho a sensação que deixei de saber falar e escrever... para embrutecer... com estes atentados linguísticos!...
    Uma partilha formidável!... Bem pertinente... e actual! Um texto que desconhecia por completo... e adorei descobrir, por aqui...
    Beijinhos, Emília! Continuação de uma excelente semana!
    Ana

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    1. Querida Ana, antes de mais, agradeço-te o comentário pertinente que suscita troca de ideias, como eu gosto. Eu não sou contra à mudança na nossa lingua, pois ela é viva e por isso evolui e se transforma; já não é a primeira vez que isso acontece; penso que a 1a foi em 1911 e mais tarde uma outra em 1932; se assim não fosse ainda hoje estariamos a usar o português arcaico. O que eu não entendo é que digam que este novo acordo foi para que se falasse e escrevesse da mesma maneira em todos os paises lusófonos, pois isso, creio , nunca vai acontecer. Vou falar do caso do Brasil que conheço bem, pois os meus filhos são brasileiros e por isso estudei com eles o português de lá. Falaste na palavra deceçao que agora fica sem o p e execional tb, etc, etc; o pior amiga é que no Brasil eles escrevem excepcional e decepção e leem também exceptional e decepção. Como é que eles vão tirar uma letra que é pronunciada? Nao vão, com cetteza. Nós escrevemos connosco e lemos do mesmo modo, mas o brasileiro diz conosco e é assim que escreve. E a palavra catorze e quatorze ( usada pelos brasileiros ) ? Sinceramente ainda não sei como ficaram estes casos. Quanto ao fato, penso que no novo acordo, nós vamos continuar a escrever facto ( acontecimdnto) e fato ( vestuário ) e o brasileiro vai continuat com o fato ( acontecimento ) e terno ( vestuário ). Muitos casos mais haveria a apontar, mas estes já bastam para dizer que a lingua vai continuar a ter essas diferenças o que, na minha opinião, ainda a enriquece mais O Brasil está muito contra este acordo e penso que ainda não está a vigorar e acho que eles têm razão, pois para eles vai ser muito mais complicado; enquanto que nós vamos tirar letras que não pronunciamos, eles vão ter de tirar letras que escrevem e lêem e isso é muito mais dificil. Quanto aos jovens de hoje, é terrivel o que está a acontecer, pois com as mensagens, eles estão a usar abreviaturas e a perder vocabulário; há alguns que já não conseguem escrever três linhas em português correcto.
      Ana, gostei muito desta " conversinha " e é pena que não a possamos ter confortavelmente sentadas numa mesa de café, pois este assunto " dá pano para mangas ". Obrigada, amiga! Beijinhos
      Emilia

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  17. Olá, boa noite!
    Nesta noite, quero me juntar a você é pedir a Deus que alivie e conforte nossos irmãos que sofrem por conta dos efeitos dos desastres naturais e tantos outros acontecimentos que só trazem sofrer e prejuízo para a humanidade. Alivia Senhor Jesus, a dor dos nossos irmãos que sofrem, e nos livra de todos os males. Amém!
    Abraços, permanece com Deus no coração.

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