domingo, 7 de junho de 2026

O BANCO DE JARDIM

 Imagem Pixabay


Parece não ter grande importância um Banco de Jardim; afinal não passa de um pedaço de madeira, ferro, parafusos e alguma tinta que, com o passar do tempo, vai desaparecendo.

Mas é muito mais que isso....este nosso mundo global tem transformado a vida " em fluxo, velocidade,  excessos e o Banco de Jardim surge como " metáfora  de uma civilização mais lenta, local e regenerativa, uma civilização capaz de entender que a vida não é apenas deslocar-se entre pontos, mas criar ligações profundas aos lugares".

Não há tempo a perder neste nosso mundo," é preciso correr para o trabalho, para a reunião, para o  consumo e. neste movimento contínuo. deixamos para trás aquilo que verdadeiramente sustenta a vida, o respirar, o sentir, o reparar"

Correr para quê, para onde?


Procuremos, Amigos, um dos poucos bancos que existem na praça da nossa cidade e nele nos sentemos para refletirmos  se vale a pena tamanha correria.



Este meu texto é baseado num artigo da revista Visão, escrito por Carlos Alberto Cupeto, geólego e professor na Universidade de Évora


Emília Pinto




 




19 comentários:

  1. Querida Emília, tenho pensado tanto na vida, na maneira que estamos vivendo, na maneira que estamos nos relacionando, indo com pressa não sei onde, voltando com pressa para casa para fazer o quê?
    Sentar, conversar, jogar conversa fora, passear pelo meu bairro, ver coisas tão bonitas na beira do parque...sentar numa cafeteria, entre tantas, isso fazemos bastante aqui.
    Parei pra pensar nisso há algum tempo. E dei uma acalmada em tudo, e está ótima a vidinha.
    O mundo está muito aflito, vemos isso na televisão. É política, discussões, agressões de Direita e Esquerda, meu Deus do céu, eu fora! Não quero isso pra mim, pra nossa vida aqui.
    O que temos mais a fazer na vida com urgência? Viver, amiga, para isso sim, temos de ter pressa e foco!
    Adorei essa tua crônica, o nosso cotidiano tem de ser agradável para nós, e não para os outros.
    Linda semana por aí!
    Um beijinho, e vamos viver calmamente, amiga!

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    1. Querida Tais, por pensar como tu, é que eu resolvi parrilhar a ideia que, como escrevi, tirei duma revista muito interessante. Gosto muito de sentar, conversar, sem pressa, mas, onde está a pessoa com quem eu possa ter esse prazer? Continuam a correr e depois, Amiga, nem qualquer uma serve para uma boa conversa; é preciso que saiba escutar, que saiba guardar os desabafos que sempre se fazem, enfim....que seja uma boa pessoa e, infelizmente essas qualidades estão a desaparecer, então a ser levadas pela correria.
      Mas, aproveito, sempre que encontro essa boa pessoa. Costuma-se dizer que temos obrigação de aprender com a idade e eu estou a aprender, querida Taís.
      Um beijinho e muito obrigada pelo carinho da visita. Tu, és uma daquelas " boas pessoas " que gostaria de ter por perto, mas, estás longe e as nossas conversas têm sido boas pelo WhatsApp. Já é alguma coisa, não?
      Emília

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    2. É, e sempre será... pensando bem, esse whats é um quebra galho!
      Na verdade, falo mais com as amigas pelo whats, não é muito fácil
      os encontros, mas o whats dá essa oportunidade do contato permanente,
      não deixamos cair a peteca... 😅
      Beijinho, querida. 🌹

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  2. Muito lindo teu texto e bancos nos convidam a bons papos, descansos e tempo para viver ,dando nos presente como relaxar...
    Ótima semana! beijos, chica

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    1. E são tão importantes esses " bons papos ", não Amiga ? Para mim, são fundamentais, mas difíceis de os ter, como disse, acima, em resposta à Tais. Falta boa gente para uma conversa gostosa.
      Querida Amiga, muito obrigada pelo carinho e fica bem, com saúde e momentos agradáveis com bas conversas. Um beijinho
      Emília

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  3. Olá Emília,
    O que se pode dizer a partir de um banco de jardim...
    E tu disseste muito e bem, gostei muito deste texto.
    Fica bem e tem uma boa semana minha amiga.
    Um beijo.

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    1. Obrigada, Jaime, pelo carinho. Achei muito interessante este artigo que nos leva a reflectir sobre o modo como vivemos a nossa vida; corre-se demasiado e nessa correria o essencial fica para trás. Desejo-te tudo de bom, com saude e que encontres numa pracinha perto de ti um banco de jardim onde te possas sentar, ouvindo, assim, melhor o teu eu interior
      Beijinhos
      Emilia

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  4. Amiga Emília, boa noite de paz!
    Todos os dias eu me sento num banco no final da caminhada e penso justamente no que diz aqui.
    Gostei muito de ler seu post pois compactuo com o dito aqui.
    Tenha uma nova semana abençoada!
    Beijinhos fraternos

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    1. Ainda bem que consegues encontrar um banquinho, pois eles são cada vez mais raros. Enchem as praças de cimento e quando as chuvas vêm, não há terra para absorver a água e as enchentes são inevitáveis,
      Obrigada, querida Rosélia e que encontres sempre esse banquinho à tua espera
      Beijinhos
      Emília

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  5. Gosto de ver bancos vazios e imaginar as histórias que poderiam contar!!! Bj

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    1. Mas, comecam a ser poucos, não é verdade Gracinha? Por aqui ja não há muitos. O cimento tomou o lugar deles, infelizmente
      Beijinhos e tudo de bom, com saúde, sempre
      Emília

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  6. Tantas histórias há nos bancos do jardim agora abandonados... Os risos, as confidências, os choros...
    Beijos e abraços
    Marta

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  7. Quanta verdade, no teu comentário, Amiga Marta!!! Hoje as pessoas não convivem, tamanha é a correria.
    Obrigada pelo carinho
    Beijinhos e saúde para todos
    Emília

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  8. Sim, minha Amiga Emília, o banco de jardim, põe-nos em contacto com o mundo, como se fosse uma janela. Através dele podemos comunicar com os outros para não nos sentimos sós.
    Uma bonita reflexão.
    Tudo de bom.
    Um beijo.

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    1. É isso, querida Graça, temos necessidade de conviver com os outros, mas, hoje , é cada v3z mais difícil, porque a correria é muita. Obrigada pelo cainho da visita e desejo-te tudo de bom, com saúde sempre. Um beij8nho
      Emília

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  9. Sentar num banco de jardim é um gesto simples, mas essencial. É parar num mundo que só pede pressa e lembrar-nos do que realmente importa: respirar, observar, sentir. Às vezes, abrandar é o único caminho para recuperar a vida que a correria nos rouba.
    Adorei o tema.
    Beijinho e ótima semana, Emilia.😘

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    1. Por isso gostei desta mensagem que nos leva a reflectir na maneira como estamos a viver. Corremos e depois queixamo-nos de que o tempo passa muito depressa. Ele continua com o seu ritmo próprio e somos nós que não o aproveitamos bem. Sim, a correria é nossa, não do tempo. Um beijinho, Elisa e muito obrigada pela visita
      Emília

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  10. Querida Emília
    Apreciei imenso este teu texto baseado no de Carlos Alberto Cupeto.
    Na verdade, o mundo anda totalmente desequilibrado e não se
    sabe bem o destino que leva. O banco de jardim aparece aqui como
    um ícone convidando-nos a sentar-nos nele no sentido de pensar
    e meditar, a respirar fundo e concentrar-nos em nós.
    Desejo-te muita saúde a ti e aos teus.
    Beijinhos
    Olinda

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