quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O MAIOR AMOR....

.... e as Coisas que Se Amam

Tomara poder desempenhar-me, sem hesitações nem ansiedades, deste mandato subjectivo cuja execução por demorada ou imperfeita me tortura e dormir descansadamente, fosse onde fosse, plátano ou cedro que me cobrisse, levando na alma como uma parcela do mundo, entre uma saudade e uma aspiração, a consciência de um dever cumprido.
 Mas dia a dia o que vejo em torno meu me aponta novos deveres, novas responsabilidades da minha inteligência para com o meu senso moral. Hora a hora a (...) que escreve as sátiras surge colérica em mim.
 Hora a hora a expressão me falha. Hora a hora a vontade fraqueja. Hora a hora sinto avançar sobre mim o tempo. Hora a hora me conheço, mãos inúteis e olhar amargurado, levando para a terra fria uma alma que não soube contar, um coração já apodrecido, morto já e na estagnação da aspiração indefinida, inutilizada. Nem choro. Como chorar? Eu desejaria poder querer (desejar) trabalhar, febrilmente trabalhar para que esta pátria que vós não conheceis fosse grande como o sentimento que eu sinto quando n'ela penso. Nada faço. Nem a mim mesmo ouso dizer: amo a pátria, amo a humanidade. Parece um cinismo supremo. Para comigo mesmo tenho um pudor em dizê-lo. Só aqui lh'o registo sobre papel, acanhadamente ainda assim, para que n'alguma parte fique escrito. Sim, fique aqui escrito que amo a pátria funda, (...) doloridamente. Seja dito assim sucinto, para que fique dito. Nada mais.

 Fernando Pessoa - in Citador

Creio que todos nós, por vezes sentimos que não fazemos tudo o que podemos pelo nosso país, pela comunidade onde estamos inseridos, mas, por outro lado, olhamos à nossa volta e sentimo-nos impotentes para tentar mudar seja o que for. Amamos a nossa, Pátria, claro, mas sentimo-la tão maltratada pelos que a dirigem que fraquejamos e esquecemo-nos de que o nosso Portugal é belo e que vale a pena fazer o nosso melhor por ele.

Emília Pinto

35 comentários:

  1. Um homem com uma visão intemporal de um País triste e muito cinzento...Com portas que se fecham, mas não haverá uma janela algures que se possa abrir e deixar que a brisa entre?
    Grata pela partilha...
    Beijos e abraços
    Marta

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    1. Com certeza, Marta, que há por aí uma janela que possamos abrir para que uma brisa de optimismo entre e provoque um sorriso em todos nós, embora não seja nada fácil. Não podemos, no entanto desanimar, porque se o fizermos a caminhada tornar-se-á mais difícil ainda. A Primavera vai chegar e tudo nos parecerá mais fácil com o sol a iluminar os nossos dias. Um beijinho, querida amiga e obrigada.
      Emíla

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  2. Fernando Pessoa viu para além do seu presente...
    Obrigada pela partilha de tão actual texto!

    Infelizmente, dia a dia ,sinto-me mais desanimada e foge-me a esperança. Gostava de ter o teu optimismo. Não consigo ver luz ao fundo do túnel.

    Beijinhos.

    Elisa

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    1. O meu optimismo, Lisa? Estou tão pessimista quanto tu, amiga. As mensagens que aqui coloco quase sempre são reflexo das minhas preocupações e dos problemas que vejo nos que estão mais perto de mim; este país em grande crise financeiro e não só impede que, principalmente os jovens programem a vida deles e, nesta incerteza toda, até eles andam desanimados. Tento muito e nisso o blog ajuda muito, a não perder as esperanças, a manter-me optimista, mas é difícil até porque nem sempre isso depende só de mim.Claro que se nos deixamos dominar pela tristeza não resolvemos nada e as coisas até pioram, mas...é uma luta grande. Temos que a travar, pois há pessoas à nossa volta que precisam do nosso ânimo e por elas devemos fazer um esforço. Por isso, amiga acho que as duas temos motivos de sobra para não andarmos muito animadas, mas, também por esses factos temos de tentar agarrar a esperança de que veremos alguma luz ao fundo do tunel; pelo menos um raiozinho haveremos de ver, não é? Ao menos se o sol viesse!!! Beijinhos, querida amiga e até sempre! Boa noite e...força!
      Emília

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  3. De facto este País tem muita beleza e tem o tamanho do passo humano , portanto bom para se viver .Simplesmente , a forma como a maior parte dos Portugueses está a ser maltratada , leva a que esses factores percam a força .

    Beijinhos , Emilia ,
    Maria

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    1. É sim um bom para se viver, Maria, mas anda tão perdidinho, tão perdidinho que vai demorar até que encontre o rumo.
      Não é culpa dele, mas sim de quem o dirige; pensam só no poder e nos benefícios que esse poder lhes dá, esquecendo-se do país e do povo que dele faz parte. Obrigada, amiga, pelo carinho e um bom fim de semana. Beijinhos
      Emília

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  4. Uns fazem bem mas outros desfazem o bom que estava. A volta é lenta mas não vai voltar ao que era. Novos tempos, nova educação, sem fronteiras e por aí fora.
    Vem ai a primavera e com ela a beleza e o melhor clima da Europa.
    Bj

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    1. Olá Manuel! E nesse faz e desfaz e volta a fazer e a desfazer, lá anda o nosso País aos " trambolhões " e com ele todo um povo. Mas, como bem dizes, vem aí a Primavera, as flores, os pássaros e o sol e tudo se anima mais um pouquinho. Obrigada, amigo, pela visita e, apesar do frio e chuva, espero que tenhas um bom fim de semana
      Emília

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  5. É isso mesmo, minha amiga. Vezes há em que o desalento aperta, levando a que se questione se valerá a pena tanta pena. Mas, é precisamente aí que devemos levantar a cabeça e enfrentar os obstáculos, mostrando ânimo e força de vontade. Não bastará amar a pátria e dizê-lo para que fique dito, como nos diz o poeta, (significando talvez uma metáfora), mas demonstrá-lo ainda que em pequenos actos, que somados podem significar a diferença.

    Mais um texto profundo, de um grande autor, que em prosa ou em verso nos marcou e nos marcará sempre.

    Beijinhos

    Olinda

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    1. É nos momentos mais difíceis do país e, consequentemente dos nossos que mais força devemos fazer para enfrentar os obstáculos de cabeça erguida e sem perder o optimismo. Quando vemos todos os portugueses taciturnos e preocupados com a incerteza que paira é difícil, mas é necessário. Dar o nosso melhor sempre é o nosso dever como cidadãos. Muito obrigada, Olinda pelas palavras carinhosas e espero que, apesar da chuva, tenhas um bom fim de semana. A Primavera está a chegar e, com o seu sol, com certeza que veremos mais alegria e sorrisos nos rostos de todos nós. Um beijinho, querida amiga !
      Emília

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  6. Bom dia, Emília
    Sou um GRANDE amigo da Mariazita (Casa da Mariquinhas), quase um irmão.
    Tenho um blog muito simples e modesto, mas gostaria de o dar a conhecer...
    A Mariazita forneceu-me uma listinha com os blogs de que ela mais gosta, entre os quais se encontra o seu. Por isso aqui estou.
    Dei uma vista de olhos e gostei muito, de um modo geral.

    Este último post foca assunto muito actual e de grande interesse.
    Eu amo o meu país (mesmo a minha Mãe sendo italiana...), mas, coitado, anda sendo tão maltratado!
    Cada um de nós, individualmente, pouco pode fazer (até porque vivemos num regime quase ditatorial... já faltou menos...).
    Mas as vozes unidas têm muita força. Por isso não podemos calar-nos.
    Dar o máximo de difusão à revolta que sentimos pode ser de alguma ajuda.

    Vou me fazer seu seguidor e incluir este espaço nos meus "ESPAÇOS DE QUE GOSTO"

    Com votos de um bom fim de semana,
    Um beijo
    Miguel

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    1. Olá Miguel! Foi com grande alegria que li o seu comentário com palavras muito simpáticas as quais muito agradeço.. Fico contente que lhe tenha agradado este modesto cantinho e que volte mais vezes. Com toda a certeza irei visitá-lo e fazer-me sua seguidora. O seu blog pode até ser " simples e modesto, mas se é seguido pela bossa amiga Mariazita, de certeza que tem qualidade.; é nas simplicidades que que se encontram as maiores maravilhas. Um beijinho e um bom fim de semana.
      Emília

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  7. Ama-se a pátria quando trabalhamos comumente em benefício do corpo social; aqui no Brasil estamos longe de pensar no todo, por isso falta o sentimento de patriotismo ! abraços

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    1. Não é só no Brasil, Ives! Aqui o nosso país anda tão desgovernado que está completamente à deriva e junto vão os portugueses que não sabem o que fazer com tanta corrupção, falta de ética e de respeito, principalmente pelos mais desfavorecidos. Estamos cada vez com menos vontade de exercer o nosso dever de cidadãos, pois vemos que a cada governo que elegemos as coisas pioram. Acho que o mundo inteiro está assim; o ser humano perdeu a noção do respeito pelos outros e isso nota-se principalmente nos governantes que se acham os todos poderosos e só pensam neles. Um beijinho, amigo e um bom fim de semana
      Emília

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  8. Emília,

    Fiquei pensando, após ler este texto, o que muitos povos no dia atual estariam pensando sobre suas patrias, seja o Brasil, seja a Venezuela, Síria, Ucrania, e muito mais.... patriotismo, preocupação, intolerancia, esperança.

    Bjs

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    1. Principalmente nesses que estão em guerra, o povo está de certeza muito desesperado com a situação de suas pátrias onde o ódio é tremendo e não há o mínimo respeito pela vida Pelo menos nos nosso ainda há paz, mas, se queres que te diga, às vezes fico com receio que o povo desespere e saia para as ruas com violência.. O mundo todo está conturbado e completamente perdido, amiga. Um beijinho e muito obrigada pela visita. Espero que tenhas uma bela semana, Sissym!
      Emília

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  9. OI EMÍLIA!
    COMO NÃO AMAR NOSSA PÁTRIA E COMO NÃO NOS SENTIRMOS IMPOTENTES FRENTE AOS DESMANDOS QUE ASSOLAM NOSSOS PAÍSES. SERIA INCOMPETÊNCIA POLÍTICA OU NOSSA, POVO, QUE NÃO SABE COLOCAR NO PODER PESSOAS DE BEM, OU ESTAMOS A MERCÊ, POIS, ELAS NÃO EXISTEM MAIS?
    TRISTEZA E RAIVA... NÉ AMIGA?
    ABRÇS

    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Parte da culpa é nossa, amiga, principalmente porque não sabemos escolher, mas, por outro lado, a falta de verdadeiros líderes é grande e, quando olhamos à nossa volta não vemos nenhuma alternativa. Devemos, porém ir sempre votar, pois esse é um dever de cidadãos e, se não acharmos ninguém à altura votamos em branco. Lutamos muito para ter o direito ao voto, por isso acho muito mal que as pessoas não o façam; aqui o voto não é obrigatório e a abstenção é sempre muito grande.. É mesmo " tristeza e raiva ", Zilani ". Um beijinho e uma boa semana.
      Emília

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  10. É dolorosa ver o que estão fazendo ao nosso lindo e calmo país, assim como é doloroso ouvir o meu filho dizer que se recusa a trabalhar no país onde nasceu, e onde foi sempre bom aluno, e onde os recém licenciados (mestrados) não são valorizados...é muito triste!
    Bjs

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    1. É muito desanimador, mesmo, Lilás! tenho também uma filha que estudou bastante, tem tido algum trabalho,muito precário e não sei se no próximo ano lectivo terá algum. Ainda hoje falaram muito da natalidade, esquecendo-se que, ao empurrarem os nossos jovens para fora, será lá que eles terão os filhos e não sei se voltarão. Mesmo os que cá estão, como podem ter filhos se não sabem se têm emprego amanhã? É muito triste e perturbador se formos pensar a sério na situação em que se encontra o nosso belo país, Um beijinho, Lilás e obrigada! Vamos ao menos esperar que a Primavera nos traga algum sol , lindas flores e que o teu jacarandá continue a deliciar-nos com o seu perfume.. Uma boa semana, amiga!
      Emília

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  11. Também a Pátria é aquela"árvore" que nos abriga e abraça. Quando lhe sentimos a distância, algo nos falta e pouco nos completa. Instala-se a nostalgia. O céu é igual mas não é o mesmo. A terra não é a mesma terra porque não tem o mesmo cheiro, a mesma cor. Pode haver um sentimento de raiva se alguém maltrata a Terra-Mãe que nos viu nascer. Que sentimento estranho, este de insatisfação quando se emigra? Longe, mesmo de bem com a vida, sofre-se a dor da saudade.
    E é quando nos apercebemos que Pátria é Mãe.
    Hoje...é urgente que se ouça, que se partilhe esta força estranha que também é amor.
    Aqui, querida amiga, Começa-se sempre de Novo! Poético demais o comentário gravado na árvore! Um post dentro de outro post. Obrigada
    Grande abraço e beijinho meu, Emília

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    1. Já senti essa saudade, essa falta da " árvore que nos abriga e abraça "; tudo era bom lá, até por que a lingua era a da minha pátria e em todo o lado se respirava um pouco do meu país, mas...depois que voltei , apesar das semelhanças, apesar do bem que me fez aquela outra pátria, percebi que esta, a minha, era a Mãe e que aqui era o meu lugar.
      Quanto às palavras gravadas na " árvore, bem...é sempre difícil entrar numa alma que, de uma maneira tão bela partilha connosco o que tem dentro dela; mas, eu deixo que a minha leia e devagarinho, talvez incentivada por aquele Anjo que, além de Anjo é azul, lá vai ela abrindo-se e deixando saír aquilo que também tem dentro dela e que sempre anseia por deitar cá para fora; faz bem, a minha alma, porque , inquieta como é, necessita de extravasar as suas emoções. As " inquietudes de outras almas são diferentes e não conseguimos defini-las de certeza, mas, deixamos a nossa ir de encontro à outra e, elas lá encontram forma de se aconchegam num fraterno abraço e isso é o que importa. Obrigada, querida Manuela e até sempre. Um beijinho.
      Emília

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  12. Minha querida

    Realmente é muito triste ver o que estão a fazer ao nosso País e nós a sentirmo-nos impotentes para fazer alguma coisa, e os nossos filhos sem futuro algum.e quando os vemos partir para o desconhecido ainda o coração fica mais pequeno e a raiva aumenta.


    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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    1. Já parti um dia, já muito longinquo, pelos motivos que agora muitos partem e sei o que custa. Rosa. Não pensei que um dia voltasse a ver os jovens do nosso país a terem de o fazer o que mostra que não se aprende nada com os erros e de que nós, portugueses, não vemos alternativas quando somos chamados a eleger os nossos governantes. Começamos a perder a esperança e estes dias escuros e chuvosos parecem o retrato da nossa alma, triste, escura e sem perspectivas. A raiva está patente no olhar triste de cada português e só a Primavera, com o seu sol poderá animar-nos um pouco. Obrigada, querida amiga, pelo carinho da visita e vamos lá...manter a esperança e tentar sorrir. Afinal essa capacidade ainda não nos tiraram.Um beijinho
      Emília

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  13. Depois de 5 meses de ausência voltei ao convívio dos meus amigos! E que saudades...
    Pois minha Amiga é triste ver o nosso país tratado e governado por assaltantes...assaltantes ao bem estar e felicidade deste povo a quem não ligam nenhuma, a não ser para lhes limpar os bolsos... Eu penso que a justiça de Deus...tarda mas não falha! Somos resistentes mas desta vez, o povo está cabisbaixo e desanimado e eu diria até...um pouco atarantado com as coisas incríveis que acontecem...Tenho esperança que, depois da tempestade, venha a bonança.
    Um beijo amigo.
    Graça

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    1. Fiquei muito feliz quando visitei o Zambeziana e vi que tinha voltado ao nosso convívio. Estava a sentir a sua falta, mas já vi que foi por um bom motivo, Graça.
      Classificou bem a situação em que se encontram os portugueses: estão mesmo " atarantados ", mas não poderia ser de outra forma, pois eu, digo, nunca vi um governo tão " atarantado " como este.. Vê-se que anda perdidinho, sem saber o que fazer.. Mas, eles sempre se governam, o pior é o povo que está amarrado " de pés e mãos " Queremos todos manter a esperança, mas...onde estão os verdadeiros líderes cazazes de olhar para o povo ? Estão em vias de extinção, amiga! Mas a melhor saída é mesmo a de não desanima e pensar que " depois da tempestade vem a bonança ". Obrigada, querida amiga, por ter vindo cá, trazendo, como sempre um contributo que enriquece a mensagem que tento passar com as publicações que faço.Boa noite e um beijinho carinhosos.
      Emília

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  14. Querida amiga

    Se trocasse Portugal pelo Brasil,
    sentiria que o seu texto
    teria sido escrito por mim...

    Esta indignação, impotência
    e vontade de mudar nosso País,
    é algo que me acompanha
    todos os dias.

    Cuide de quem você ama.
    O amor é nosso maior compromisso com a vida.

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    1. Olá Aluísio!
      Eu sei que os brasileiros também têm motivos de sobra para andarem descontentes e que, como nós se sentem impotentes mudar seja o que for. Só o podemos fazer nas urnas, mas mesmo assim, as perspectivas são poucas, pois o ser humano só vê dinheiro e poder e os políticos esquecem-se que estão ao nosso serviço e não ao deles . Mas, vamos continuar a lutar não perdendo a esperança e o optimismo. Obrigada, amigo, pela visita e boa noite. Um beijinho
      Emília

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  15. Ah, minha pátria portuguesa; ah, minha pátria e minha língua, por que deixam-te, homens fortes e poderosos morreres à míngua...? Ah, minha pátria, minha "nesga debruçada sobre o Atlântico", o que devo ainda doar-te além do meu sangue?

    Ah, Emília...

    Beijos!

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    1. Não há muito o que se possa fazer quando os governantes não se importam absolutamente nada com os que os elegeram, amiga. Podemos mesmo lamentar e dizer: " Ah, pátria minha, tão tão maltratada!!!! ". Afinal são os mais desfavorecidos que têm sido " roubados " supostamente para pagar a divída e essa não pára de crescer. Enfim...impotência é o sentimento generalizado dos portugueses. Beijinhos e muito obrigada pelo carinho.
      Emília

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  16. Atualmente o nosso País é um País muito triste e a maioria dos Portugueses está a viver dias muito difíceis , principalmente os jovens e os velhos ! Mas se para os velhos já pouca esperança há , os jovens não devem perder a esperança e lutarem para modificar a situação atual e poderem continuar a viver e trabalhar , neste País, que é pequeno , mas muito lindo !

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    1. Tens razão, Helia, mas...tenho muita pena dos idosos, daqueles que vivem sós em aldeias isoladas, morando em casebres sem conforto; para piorar as coisas as reformas são cortadas e as taxas e remédios sempre a subirem.. Os jovens também estão mal e com estas incertezas todoas não têm coragem de constituir família, contribuindo assim para o aumento da natalidade. Mas...isso pouco importa para o nosso (des)governo; o que querem é encher os bolsos. Muito obrigada pela visita ao Começar de Novo e espero que volte sempre. Um beijinho.
      Emília

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  17. Um sentimento de impotência.

    Fará sentido, a pátria, na actualidade?

    Beijo

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    1. Não faz sentido nenhum , Pérola! Por mais amor que lhe tenhamos, somos obrigados a emigra e a pátria passa a ser o país que nos acolheu e onde nos sentimos bem.. É um sentimento de impotência que se vê nos portugueses face a tantas dificuldades. Um beijinho, amiga e obrigada por teres vindo.
      Emília

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