quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

RECOMEÇAR





Mesmo que o HOJE te dê um não, lembre-se que há um AMANHÃ melhor, a certeza de que os nossos caminhos devemos traçar ao lado de quem nos ama; com amor, paz, confiança e felicidade, é a base para se recomeçar. Um recomeço, pra pensar no que fazer agora, acreditando em si mesmo, na busca do que será prioridade daqui pra frente; PLANOS? Pra que os fizemos, já que o amanhã é mistério? A qualquer momento pode ser tempo, de revisar os conceitos e ações, e concluir, que tudo aquilo que você viveu marcou, porém não foi suficiente pra que continuasse. As lembranças passadas ficam, tudo que vivemos era pra ser vivido , o destino é como um livro do qual nós somos os autores, ele não vêm pronto, antes de nascermos ele está em branco, ao nascermos introduzimos as primeiras passagens, um começo, com o tempo através das escolhas vamos escrevendo-o página por página, rabiscadas, rasgadas ou marcadas, onde encontramos obstáculos onde indicarão a melhor hora pra recomeçar, nos últimos dias de vida concluiremos, e no final deixamos nossas historias marcadas no coração daqueles, que sempre farão parte de nossa historia, onde quer que estejam.

 Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo.


 Carlos Drummond de Andrade

Começou um novo ano e com ele vem sempre a esperança de um novo caminho, de uma mudança de atitudes, de uma sociedade mais humana, mas, não nos esqueçamos que a cada instante do nosso dia há um novo começo e, portanto há sempre a oportunidade de mudar o rumo se tivermos coragem e forças para isso. Nem sempre as temos e nem sempre nos é permitido mudar!  TENTEMOS, pelo menos!
Agradeço a todos os amigos a companhia que me têm feito e espero que este ano continue a dar-nos a saúde necessária para continuarmos juntos

Beijinhos
Emília Pinto

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

NATAL


  



 Os meus amigos brasileiros conhecem este video, cm toda a certeza, mas o que importa aqui é a mensagem que achei lindíssima. É um Natal assim que desejo a todos os meus grandes amigos e eu vou tentar que à minha mesa esteja o convidado principal JESUS e que, apesar das ausências tão queridas, não falte a alegria que ELE quis trazer ao mundo com o SEU nascimento


Um Feliz e Santo Natal para todos vós, queridos amigos e o meu agradecimento pelo tanto de carinho que de vós recebo, 

Emília Pinto









domingo, 25 de novembro de 2018

DIFERENTE, MAS....INTERESSANTE!




Poderei dizer que este post é uma homenagem à minha amiga Mariazita do blog A Casa da Mariquinhas. Explico: Sempre que eu e ela trocamos e-mails, o dela traz um provérbio relacionado com o mês em que estamos e eu gosto muito e acho interessantíssimo. Como estamos quase no fim do ano e prestes a começar um novo, resolvi pesquisar e partilhar com os amigos estas curiosidades. 



JANEIRO          Não há luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro
FEVEREIRO     Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado nem bom celeiro
MARÇO             marçagão, de manhã Inverno à tarde Verão
ABRIL                Se não chove em Abril, perde o lavrador couro e quadril
MAIO                 pardo e ventoso faz o ano farto e formoso
JUNHO               chuvoso: ano perigoso
JULHO                quente, seco e ventoso: trabalha sem repouso.
AGOSTO             amadurece, Setembro vindimece
SETEMBRO        Mês dos figos e cara de poucos amigos
OUTUBRO          Logo que Outubro venha, prepara a lenha
NOVEMBRO      Em Novembro, prova o vinho e semeia o cebolinho
DEZEMBRO       Em Dezembro, treme de frio cada membro.

Espero que gostem! Obrigada, Mariazita!

Emília Pinto

terça-feira, 13 de novembro de 2018

AMAR



 Não podemos evitar os contratempos que a vida nos traz, por isso, a melhor opção é AMAR, apesar de tudo


. Emília Pinto

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

OUVIR AS ESTRELAS




"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
 Perdeste o senso!" e eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto

Direis agora: "tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

 E eu vos direi: "amai para entendê-las!
 Pois só quem ama pode ter ouvido
 Capaz de ouvir e de entender estrelas

Olavo Bilac


Gostaria muito de saber " Ouvir as estrelas..."

Emília Pinto


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

GENTE



Esta Gente / Essa Gente


 O que é preciso é gente
 gente com dente
 gente que tenha dente
 que mostre o dente

 Gente que não seja decente
 nem docente
 nem docemente
 nem delicodocemente

 Gente com mente
 com sã mente
 que sinta que não mente
 que sinta o dente são e a mente

 Gente que enterre o dente
 que fira de unha e dente
 e mostre o dente potente
 ao prepotente

 O que é preciso é gente
 que atire fora com essa gente
 Essa gente dominada por essa gente
 não sente como a gente
 não quer ser dominada por gente

 NENHUMA!

 A gente só é dominada por essa gente
 quando não sabe que é gente

 Ana Hatherly, in "Um Calculador de Improbabilidades"


  Nascemos todos da mesma maneira, todos como na foto acima. Nascemos, mais ou menos serenos, sem termos pedido para nascer; nascemos sem sonhos, sem objectivos... nascemos despidos...despidos de roupa...despidos de títulos...de classes sociais... despidos de vaidades e sem qualquer tipo de preconceito. Nascemos simplesmente GENTE e assim deveríamos continuar a ser GENTE, SIMPLESMENTE e a considerar os outros também SIMPLESMENTE GENTE, SIMPLESMENTE SERES HUMANOS.

Quem foi Ana Hatherly?



Nasceu no Porto em 1929, tendo tido uma educação tradicional severa mas muito completa. Os seus pais morreram quando era muito jovem, tendo sido educada pela avó materna. Tentou ser cantora lírica, chegando a ir à Alemanha para se especializar em música barroca. O seu sonho terminou por não ter estrutura física para cantar. Devido a doença, frequentou um sanatório perto de Genebra, na Suíça, durante um ano. Aí começou a escrever por recomendação de um psicólogo[2]. Foi professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses. Diplomada em Cinema, pela London Film School, em Londres, licenciada em Filologia Germânica, pela Universidade de Lisboa, e doutorada em Estudos Hispânicos, pela Universidade da Califórnia, em Berkeley

Emília Pinto

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A FELICIDADE ....




...vem da MONOTONIA.


 Em sua essência a vida é monótona. A felicidade consiste pois numa adaptação razoavelmente exacta à monotonia da vida. Tornarmo-nos monótonos é tornarmo-nos iguais à vida; é, em suma, viver plenamente. E viver plenamente é ser feliz. Os ilógicos doentes riem - de mau grado, no fundo - da felicidade burguesa, da monotonia da vida do burguês que vive em regularidade quotidiana e, da mulher dele que se entretém no arranjo da casa e se distrai nas minúcias de cuidar dos filhos e fala dos vizinhos e dos conhecidos. Isto, porém, é que é a felicidade. Parece, a princípio, que as cousas novas é que devem dar prazer ao espírito; mas as cousas novas são poucas e cada uma delas é nova só uma vez. Depois, a sensibilidade é limitada, e não vibra indefinidamente. Um excesso de cousas novas acabará por cansar, porque não há sensibilidade para acompanhar os estímulos dela. Conformar-se com a monotonia é achar tudo novo sempre. A visão burguesa da vida é a visão científica; porque, com efeito, tudo é sempre novo, e antes de este hoje nunca houve este hoje. É claro que ele não diria nada disto. Às minhas observações, limita-se a sorrir; e é o seu sorriso que me traz, pormenorizadas, as considerações que deixo escritas, por meditação dos pósteros,

Fernando Pessoa, in Reflexões Pessoais.


 Muitas vezes reclamei da monotonia dos dias, mas, amigos, também já me arrependi muitas vezes de o ter feito.


Emília Pinto