
Antonio Brás Constante
Escritor Gaucho. Com uma imaginação que transborda da alma. Amante e amigo da musa inspiração e aluno fiel da professora VIDA. Escreve para vários jornais do país, para vários amigos e leitores, mas principalmente, escreve para si mesmo, pois para publicar qualquer texto, primeiramente busca gostar do que escreveu. Por isso, ao ler seus textos você terá duas opções: 1) caso goste deles poderá divulga-los para seus amigos. 2) Caso não goste dos textos divulgue-os então para seus inimigos.
in Webartigos.com
Falei-vos dele porquê? Porque já li alguns textos de sua autoria e acho-os muito interessantes. Resolvi portanto partilhar connvosco pelo menos dois que devem ser lidos com muita atenção. Como são grandes, vou publicá-los por partes e vou começar pelo « As insuportáveis guerras que suportamos » Espero que gostem!
«Nós, seres humanos, somos animais que se autodomesticaram durante a própria evolução, buscando assim conseguir viver em sociedade. Em nosso dia-a-dia brigamos com nossos medos para podermos viver em paz, criando pretensas ilhas de tranqüilidade para escapar das guerras que nos cercam por detrás de nossas cercas. São tantas essas guerras que muitas vezes nem percebemos sua presença como um acto de guerra, pois em diversos casos elas ganham outros nomes, sendo chamadas, por exemplo, de crises sociais. Porém, independente do nome que tenham, o resultado é sempre o mesmo: morte e sofrimento.Vamos começar citando a guerra do trânsito. O indivíduo engatilha a primeira marcha do seu carro e sai armado pelas ruas. Onde a imprudência aliada ao veículo faz com que a travessia por cada sinaleira, esquina ou estrada, se transforme em uma espécie de roleta russa. O proprietário compra aquela máquina que tanto o fascina, sem se dar conta de seu potencial como arma assassina. Basta engatar a marcha para destravar a arma. E os bons motoristas seguem suas lidas, sem perceberem que a qualquer momento poderão estar tirando uma vida. Não é à toa que morre mais gente no trânsito que em muitas guerras ditas como “oficiais”.
Guerra das drogas, entre elas o álcool, onde o viciado torna-se vítima e algoz das mortes causadas por seus próprios actos, ou inoculando doenças através de seringas compartilhadas. Cada viciado é um prisioneiro que, ao tentar se libertar (de padrões sociais, de problemas existências, do simples ócio, ou da própria consciência), acaba sendo preso pelo elixir mágico que lhe prometia felicidade instantânea como recompensa.»
Continuarei com mais guerras....
Emília Pinto




