domingo, 5 de abril de 2009

CORTAR O TEMPO

«Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente»

Carlos Drummond de Andrade

Tem razão este escritor: assim, com o tempo fraccionado, a cada manhã temos uma nova oportunidade: para fazer o que não fizemos no dia anterior..., para corrigir algum erro...,aprender algo novo..., acrescentar mais uma pessoa à nossa lista de amigos...; enfim..., temos sempre um novo dia para começar..., uma nova oportunidade..., uma nova esperança. Os segundos, os minutos, as horas funcionam como « lembretes » para nos recordar que temos, a cada passo, uma oportunidade para começar tudo de novo.

Emília Pinto

sábado, 4 de abril de 2009

O ACASO....




Emilia Pinto

QUEM FOI?




Carlos Drummond de Andrade (Itabira do Mato Dentro [Itabira] MG, 1902 - Rio de Janeiro RJ, 1987) formou-se em Farmácia, em 1925; no mesmo ano, fundava, com Emílio Moura e outros escritores mineiros, o periódico modernista A Revista. Em 1934 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde assumiu o cargo de chefe de gabinete de Gustavo Capanema, Ministro da Educação e Saúde, que ocuparia até 1945. Durante esse período, colaborou, como jornalista literário, para vários periódicos, principalmente o Correio da Manhã. Nos anos de 1950, passaria a dedicar-se cada vez mais integralmente à produção literária, publicando poesia, contos, crônicas, literatura infantil e traduções. Entre suas principais obras poéticas estão os livros Alguma Poesia (1930), Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), Poemas (1959), Lição de Coisas (1962), Boitempo (1968), Corpo (1984), além dos póstumos Poesia Errante (1988), Poesia e Prosa (1992) e Farewell (1996). Drummond produziu uma das obras mais significativas da poesia brasileira do século XX. Forte criador de imagens, sua obra tematiza a vida e os acontecimentos do mundo a partir dos problemas pessoais, em versos que ora focalizam o indivíduo, a terra natal, a família e os amigos, ora os embates sociais, o questionamento da existência, e a própria poesia.


Gosto do que ele escreve! Achei útil dar-vos algumas informações sobre este escritor brasileiro. O saber não ocupa lugar, não é verdade?

Emília Pinto

sexta-feira, 3 de abril de 2009

RECOMEÇAR





Emília Pinto

Verbo SER

Para completar a poesia da minha amiga:


Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher?Não dá para entender.
Não vou ser.Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.

Carlos Drummond de Andrade

Bom para se reflectir naquilo que somos e naquilo em que nos queremos tornar!

Emília Pinto

EU SEI.....




Sou...

A flor sem cheiro...

A pétala caida...

Desfeita...calcada...mordida...

Na rua perdida...

Sou...

A giesta em flor...

Aconchegada ao peito...

A seda brilhante...tocada na dor...

O sentimento nobre e ardente....

Solta-se se o grito..profundo e crente...

Vem..anda do teu geito...

Traz o teu cheiro...Amor...

Traz o luar....

Deixa as estrelas brilhar....

Bate a porta de mansinho....

E nos teu braços...

Eu sei...Eu sei ,que vou te amar.....
Herminia Coelho Lopes

ACREDITE!


Acredite nas pessoas... Naquelas que possuem algo mais...
Aquelas que, às vezes, a gente confunde com anjos e outras divindades...
Digo daquelas pessoas que existem em nossas vidas e enchem nosso espaço com pequenas alegrias e grandes atitudes...
Falo daquelas que te olham nos olhos quando precisam ser verdadeiras, tecendo elogios, que pedem desculpas com a simplicidade de uma criança...
Pessoas firmes... Verdadeiras, transparentes, amigas, ingênuas...
Que com um sorriso, um beijos, um abraço, uma palavra te faz feliz...
Aquelas que erram... Acertam... Não tem vergonha de dizer não sei... aquelas que sonham... Aquelas amigas... Aquelas que passam pela vida deixando sua marca, saudades, aquelas que fazem a diferença...
Aquelas que vivem intensamente um grande amor...desconhecido

Luiz Verissimo

Aquelas pessoas que nos enchem a vida com os tais « pequenos gestos » são as que importam.., as que fazem a diferênça..., as que nos deixam saudades quando, por um motivo ou outro partem. São as que eu classifico de AMIGOS..., são nas que ACREDITO.

Emília Pinto