terça-feira, 27 de novembro de 2012

ESTE NÃO - FUTURO....






.... QUE A GENTE VIVE

"Será que nos resta muito depois disto tudo, destes dias assim, deste não-futuro que a gente vive? (...)
Bom, tudo seria mais fácil se eu tivesse um curso, um motorista a conduzir o meu carro, e usasse gravatas sempre.
Às vezes uso, mas é diferente usar uma gravata no pescoço e usá-la na cabeça.
Tudo aconteceu a partir do momento em que eu perdi a noção dos valores.
Todos os valores se me gastaram, mesmo à minha frente. O dinheiro gasta-se, o corpo gasta-se.
A memória. (...) Não me atrai ser banqueiro, ter dinheiro. Há pessoas diferentes.
Atrai-me o outro lado da vida, o outro lado do mar, alguma coisa perfeita, um dia que tenha uma manhã com muito orvalho, restos de geada
De resto, não tenho grandes projectos. Acho que o planeta está perdido e que, provavelmente, a hipótese de António José Saraiva está certa:
é melhor que isto se estrague mais um bocadinho, para ver se as pessoas têm mais tempo para olhar para os outros."

Al Berto, in "Entrevista à revista Ler (1989)"

Alberto Raposo Tavares

Isto foi escrito em 1989...há já muito, muito tempo, mas os anseios eram os mesmos...desejos de um mundo melhor e, principalmente, a vontade de que as pessoas passem a ter MAIS TEMPO PARA OLHAR PARA OS OUTROS

Emília Pinto



Al Berto


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Al Berto, pseudónimo de Alberto Raposo Pidwell Tavares, GCSE (Coimbra, 11 de Janeiro de 1948 - Lisboa, 13 de Junho de 1997), poeta, pintor

Nascido no seio de uma família da alta burguesia (origem inglesa por parte da avó paterna). Um ano depois foi viver para o Alentejo. O pai morre cedo, num desastre de viação. Em Sines passa toda a infância e adolescência até que a família decide enviá-lo para o estalebecimento de ensino artístico Escola António Arroio, em Lisboa.
A 14 de Abril de 1967, refractário militar, mudou-se para a Bélgica, onde estudou pintura na École Nationale Supérieure d’Architecture et des Arts Visuels (La Cambre), em Bruxelas.
Após concluir o curso, decide abandonar a pintura em 1971 e dedicar-se exclusivamente à escrita. Regressa a Portugal a 17 de Novembro de 1974 e aí escreve o primeiro livro inteiramente na língua portuguesa, À Procura do Vento num Jardim d'Agosto

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O TEMPO!







A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.


Mario Quintana

Ps. O tempo é curto. Mário Quintana tem a sua razão, Já passaram tantos anos, mas eu quero viver!
Herminia

terça-feira, 13 de novembro de 2012

DIA MUNDIAL DA GENTILEZA

 
 
GENTILEZA: a importância dos pequenos gestos

“Obrigado” e “por favor” são expressões que poderiam aparecer mais no nosso vocabulário. Esperar um pedestre atravessar a rua por convicção e não por medo da multa, em um mundo ideal, deveria ser natural, mas na realidade das ruas é uma raridade. Entre nós, a gentileza tem sido mais um acessório que item de série.

Para lembrar a importância dos pequenos gestos na construção de um mundo melhor foi criado o Dia Mundial da Gentileza, comemorado em 13 de novembro, data em que, em 1998, começou a primeira conferência do Movimento Mundial pela Gentileza (World Kindness Movement).
Ser amável beneficia principalmente o autor do gesto. Não que exista uma medida do percentual de melhora na vida do gentil, mas é impossível não sentir o coração se aquecer (por mais subjetiva que essa sensação seja) ao receber de volta um sorriso de bom-dia. Praticar pequenos gestos com a delicadeza de olhar nos olhos surpreende e acaricia – e não precisa de reconhecimento. Mesmo assim, ele acaba vindo. Muitos headhunters acreditam que ser gentil seja fundamental para ganhar também o reconhecimento do mercado. Ser educado, acessível, bom ouvinte e aberto a propostas – códigos que denotam gentileza no mundo corporativo – coloca a pessoa muitos degraus à frente no caminho do sucesso

in CPFL energia


"Sê gentil sempre que for possível. É sempre possível."

Dalai Lama

Aproveito este dia para vos deixar um beijinho muito especial por toda a  GENTILEZA que recebo de todos vós. Muito obrigada!

Emília Pinto

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

INTERVALO........



PS .É mesmo para intervalo dos noticiários que nos invadem as casas e que nos levam a perguntar qual será o rumo das vidas dos nossos filhos e neto ,já nem sequer vejo incertezas, já não há duvidas; instala-se o desespero de milhares de jovens desempregados e não só,casais de meia idade, sem dinheiro para a renda, luz ,água e gás, casais que precisam daqueles medicamentos diários; notam-se as rugas vincadas pelas interrogação; não é ficticio são as verdades com que me deparo no dia a dia . Para suavizar o nosso dia , voltemos às boas recordações que nos aquecem a alma e por momentos no trazem o sonho; sem ele não há vida. "EU SEI QUE CONTINUO A AMAR"... sem amor,tornavamo-nos nuns seres descartáveis

. Herminia

terça-feira, 30 de outubro de 2012

SER FELIZ? É AGORA!




Se alguém disser pra você não cantar
Deixar seu sonho ali pro um outra hora
Que a segurança exige medo
Que quem tem medo Deus adora
Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora
Que você volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora...
Eu quero ser feliz Agora
Se alguém vier com papo perigoso de dizer que é preciso paciência pra viver.
Que andando ali quieto
Comportado, limitado
Só coitado, você não vai se perder
Que manso imitando uma boiada, você vai boca fechada pro curral sem merecer
Que Deus só manda ajuda a quem se ferre, e quando o guarda-chuva emperra certamente vai chover.
Se joga na primeira ousadia, que tá pra nascer o dia do futuro que te adora.
E bota o microfone na lapela, olha pra vida e diz pra ela...
Eu quero ser feliz agora
Se alguém disser pra você não cantar
Deixar seu sonho ali pro um outra hora
Que a segurança exige medo
E que quem tem medo deus adora
Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora, que volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora...
Eu quero ser feliz Agora"



Nestes tempos de crise em que  nos querem fazer crer que estamos perdidos e que o nosso país não tem solução, NÃO ACREDITE e grite sem demora EU QUERO SER FELIZ AGORA!

Quem é Oswaldo Montenegro?

Oswaldo Viveiros Montenegro (Rio de Janeiro, 15 de março de 1956) é um músico brasileiro. Além de cantor, compõe trilhas sonoras para peças teatrais, balés, cinema e televisão. Foi casado com a atriz Paloma Duarte. Tem uma das parcerias mais sólidas da MPB ao lado de Madalena Salles, que o acompanha com suas flautas
Nascido no bairro do Grajaú, Oswaldo é um caso excepcional de precocidade musical. Sem nunca ter estudado música regularmente, começou desde a tenra infância a ser influenciado por ela. Primeiro, na casa de seus pais no Rio de Janeiro: sua mãe e os pais dela tocavam piano, seu pai tocava violão e cantava.
A segunda influência foi mais forte. Aos oito anos, mudou-se, com os pais, para São João del-Rei, cidade mineira poética e boêmia, onde as serestas aconteciam todas as noites e as pessoas juntavam os amigos em casa para passar as noites tocando e cantando. Ao mesmo tempo, Oswaldo foi atraído para a música barroca das igrejas. Nesta época, teve aulas de violão com um dos seresteiros da cidade e compôs sua primeira canção, Lenheiro, nome do rio que banha São João del-Rei. Venceu um festival de música com apenas 13 anos, no Rio de Janeiro, onde voltou a morar.

Emília Pinto



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

VERDADE!




Deus costuma usar a solidão



Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.
Paulo Coelho



PS.Assim diz Paulo Coelho e assim o acredito. Em cada esquina aí  está  uma sombra...são nos dadas todas as oportunidade para que aproveitemos a vida, mas... esbarramos e  nem sempre aproveitamos; aqui e ali aparece um grão de areia que nos magoa....aparecem pequenos nadas aos quais  damos importância exagerada!
Herminia

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

UMA CRIATURA






                             "Sei de uma criatura antiga e formidável,
                              Que a si mesma devora os membros e as entranhas
                              Com a sofreguidão da fome insaciável.
                              Habita juntamente os vales e as montanhas;
                              E no mar, que se rasga, à maneira do abismo,
                              Espreguiça-se toda em convulsões estranhas.
                             Traz impresso na fronte o obscuro despotismo;
                             Cada olhar que despede, acerbo e mavioso,
                             Parece uma expansão de amor e egoísmo.
                             Friamente contempla o desespero e o gozo,
                             Gosta do colibri, como gosta do verme,
                             E cinge ao coração o belo e o monstruoso.
                             Para ela o chacal é, como a rola, inerme;
                             E caminha na terra imperturbável, como
                             Pelo vasto areal um vasto paquiderme.
                             Na árvore que rebenta o seu primeiro gomo
                             Vem a folha, que lento e lento se desdobra,
                             Depois a flor, depois o suspirado pomo.
                             Pois essa criatura está em toda a obra:
                             Cresta o seio da flor e corrompe-lhe o fruto,
                             E é nesse destruir que as suas forças dobra.
                            Ama de igual amor o poluto e o impoluto;
                            Começa e recomeça uma perpétua lida;
                            E sorrindo obedece ao divino estatuto.
                            Tu dirás que é a morte; eu direi que é a vida

 Machado de Assis

Eu também direi: Só pode ser a VIDA

Quem foi Machado de Assis?



21 /06/1839 Rio de Janeiro (RJ) 29 /09/1908 Rio de Janeiro (RJ)

 Joaquim Maria Machado de Assis nasceu pobre e epilético. Era filho de Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis, neto de escravos alforriados. Foi criado no morro do Livramento, no Rio de Janeiro. Ajudava a família como podia, não tendo frequentado regularmente a escola. Sua instrução veio por conta própria, devido ao interesse que tinha em todos os tipos de leitura. Graças a seu talento e a uma enorme força de vontade, superou todas essas dificuldades e tornou-se em um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Machado de Assis morreu em sua casa situada na rua Cosme Velho. Foi decretado luto oficial no Rio de Janeiro e seu enterro, acompanhado por uma multidão, atesta a fama alcançada pelo autor. O fato de ter escrito em português, uma língua de poucos leitores, tornou difícil o reconhecimento internacional do autor. A partir do final do século 20, porém, suas obras têm sido traduzidas para o inglês, o francês, o espanhol e o alemão, despertando interesse mundial. De fato, trata-se de um dos grandes nomes do Realismo, que pode se colocar lado a lado ao francês Flaubert ou ao russo Dostoievski, apenas para citar dois dos maiores autores do mesmo período na literatura universal

In uol Educação

Emília Pinto.