do texto de
António Brás Constante,
A Partida do Meio Ambiente, cuja primeira parte publiquei há dias com o título
Atenção
. Vale a pena ler, pois o nosso planeta continua a pedir socorro.
«Somos Bilhões de indivíduos vivendo em uma sociedade consumista, pensando de forma egoísta coisas do tipo:
“eu posso deixar a luz acesa”, “
eu posso deixar a torneira aberta”, “
eu posso jogar lixo na rua”, etc. E assim o ser humano vai poluindo, esbanjando e destruindo os recursos que estão a sua disposição, por achar que não precisa fazer a sua parte para evitar o desperdício. E com isso contribui para agravar cada vez mais a derrocada de todos, empurrando-nos diretamente ao precipício. Para piorar a situação, a cada dia aumentamos o número de jogadores em campo, sem perceber que quanto mais jogadores nascem pior o jogo fica para todos, pois
os recursos são limitados frente a um
consumo cada vez mais desenfreado. Muitos
chamam a natureza de mãe, mas agem com ela como
verdadeiros filhos da mãe. Atuando como
seres ingratos, que não sabem retribuir tudo que recebem de seu ventre de terra no qual pisamos, e por onde a vida corre em forma de água cristalina, bem como se renova de tantas maneiras milagrosas o ar que se respira, isso entre tantos outros presentes que destruímos tal qual
crianças mimadas, que não sabem dar o devido valor ao que tem. Gastamos tempo e dinheiro construindo
piscinas para diversão, mas somos
incapazes de construir reservatórios que captem a chuva, visando a preservação. Nos calamos frente à
ganância mundial que impede a criação de fontes alternativas de combustível, obrigando-nos a continuar
envenenando o meio ambiente para que eles possam continuar lucrando com seus gigantescos poços de petróleo inglório. Enfim, neste campeonato com trejeitos de guerra, onde o inimigo utiliza alcunhas como “
desmatamento” e “
poluição”, devemos rever nossas ações e atitudes, deixando de agir como
atacantes vendidos, que ficam ajudando o time adversário, passando a
atuar na defesa e preservação da natureza, pois somente assim poderemos ganhar uma chance de futuro. Caso contrário, ao invés de desenvolvimento, seremos a primeira espécie a ser
algoz de sua própria extinção.»
Penso que todos temos de fazer a nossa parte. Às vezes parece-nos pouco.., achamos que o que fazemos não chega para socorrer o nosso planeta, mas não é verdade...; se cada um cuidar do pedacinho que lhe pertence, a mãe natureza ficará cuidada e saudável. O pior, é que nem sempre cuidamos do nosso bocadinho!
Emília Pinto